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Índice de Preços ao Consumidor Santarritense (IPCS), Índice de Preços ao Consumidor Pouso-alegrense (IPCP) e Índice de Preços ao Consumidor Itajubense (IPCI) – Outubro de 2016.

Com o objetivo de orientar as decisões de consumo do cidadão, a FAI - Centro de Ensino Superior em Gestão, Tecnologia e Educação, apresenta mensalmente as principais variações de preços de uma Cesta composta de 36 itens em Santa Rita do Sapucaí, Pouso Alegre e Itajubá, divididos em quatro grupos: alimentação, limpeza doméstica, higiene pessoal e transportes. A pesquisa ocorre em dois supermercados e dois postos de combustíveis em Santa Rita do Sapucaí e em três supermercados e três postos de combustíveis em Pouso Alegre e Itajubá, bem como nas empresas de transporte urbano de cada cidade. Esse relatório apresenta uma análise comparativa da evolução dos preços da Cesta de Itajubá e Santa Rita do Sapucaí no mês de Outubro de 2016, uma vez que, por problemas técnicos, a pesquisa na cidade de Pouso Alegre não pode ser realizada e acontecerá normalmente no mês de Novembro de 2016.

1)Análise do IPCS:

Período Taxa
Outubro -0,10%
Setembro -1,68%
Outubro de 2015 +2,66%
Acumulado nos 12 meses +14,03%
Acumulado nos 12 meses no mesmo período do ano passado +11,15%

Em Outubro, o Índice de Preços ao Consumidor Santarritense – IPCS apresentou uma deflação de -0,10%, terceira deflação consecutiva. O valor total da Cesta da FAI para o município alcançou o valor de R$ 894,12, redução de R$ 0,92 em relação à Cesta do mês de Setembro. Comparando-se o custo da Cesta da FAI para Santa Rita do Sapucaí com o Salário Mínimo de 2016 (R$880,00), verifica-se que a cesta equivale a 101,60% do mesmo. A inflação acumulada pelo IPCS nos últimos 12 meses, de Outubro de 2015 a Outubro de 2016, alcançou +14,03%.

O grupo alimentação apresentou uma deflação média de -0,25%. Os principais produtos que apresentaram alta em seus preços foram: a cebola (+12,01%), a batata (+4,44%), o açúcar (+2,34%), a carne (+1,70%) e o extrato de tomate (+2,03%). Entre os itens desse grupo que ficaram mais baratos destacam-se o tomate (-8,01%), o leite (-5,85%), os sucos (-1,68%), o feijão (-3,24%) e a margarina (-0,87%).

O grupo limpeza doméstica apresentou deflação de -0,36%. O item que contribuiu para esse resultado foi a agua sanitária (-3,36%). O detergente apresentou alta de +1,54%. Os demais itens da cesta como o sabão em barra e o sabão em pó não apresentaram variação no mês de outubro de 2016.

No grupo produtos de higiene foi apurada uma alta média de preços de +0,67 %. Os itens que contribuíram para esse resultado foram o desodorante (+1,97%), o sabonete (+0,83%) e o papel higiênico (+0,76%). O creme dental (-0,57%) foi o único produto do grupo a sofrer deflação. O absorvente e o xampu não apresentaram variação no mês de outubro de 2016.

O grupo transportes não apresentou variação no mês de Outubro de 2016.

Os índices acumulados para os quatro grupos pesquisados pela Cesta da FAI para a cidade de Santa Rita do Sapucaí são: +15,84% para o grupo alimentação; +13,73% para o grupo limpeza doméstica; +22,84% para os produtos de higiene e +3,76% para os transportes.

2)Análise do IPCI:

Período Taxa
Outubro +0,19%
Setembro -0,07%
Outubro de 2015 +0,83%
Acumulado nos 12 meses +15,73 %
Acumulado nos 12 meses no mesmo período do ano passado +8,51%

O Índice de Preços ao Consumidor Itajubense – IPCI apresentou no mês de Outubro de 2016 uma ligeira inflação de 0,19%. Trata-se da primeira alta após 3 meses consecutivos de preços em queda. O valor total da Cesta da FAI para o município foi de R$ 994,73, alta de R$1,86 em relação à Cesta de Setembro de 2016. Comparando-se o custo da Cesta de Itajubá com o Salário Mínimo de 2016 (R$ 880,00), verifica-se que a mesma equivale a 113,04% deste. O índice acumulado no período de um ano, entre Outubro de 2015 e Outubro de 2016, para a cidade de Itajubá foi de +15,85%.

Em Itajubá, o grupo alimentação apresentou uma alta média de preços de +0,14 %. Entre os alimentos que apresentaram preços em alta, destacam-se: o tomate (+7,65%), o café (+2,61%), o açúcar (+2,59%), a batata (+1,28%) e a farinha de mandioca (+0,71%). Os principais produtos que apresentaram queda em seus preços foram: o leite (-1,22%), o macarrão (-1,18%) o feijão (-0,95%) e o arroz (-0,68%). A carne, item importante que compõe a cesta da FAI apresentou alta de +0,44% no mês de Outubro de 2016.

O grupo limpeza doméstica apresentou inflação de +0,39 %. Dentre os itens que apresentaram preços em alta destacam-se: A água sanitária (+0,85%) e o sabão em barras (+1,73%). O detergente e o sabão em pó não apresentaram variação no mês de Outubro de 2016.

O grupo produtos de higiene apresentou inflação de +0,84%. Dentre os itens que apresentaram preços em alta destacam-se o papel higiênico (+2,18%), o desodorante (+0,76 %), o xampu (+0,92%) e o creme dental (+0,41%). O Sabonete e o absorvente não apresentaram variação no mês de Outubro de 2016.

O grupo transportes que contempla os itens etanol, gasolina e vale transporte não apresentou variação no mês de outubro de 2016.

A inflação acumulada em cada grupo da Cesta da FAI para Itajubá, no período entre Outubro de 2015 e Outubro de 2016, foi a seguinte: +14,53% para o grupo alimentação, +10,45 % para o grupo limpeza doméstica, +26,42% para o grupo produtos de higiene e +15,59% para o grupo transportes.

Comparação com o IPCA

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA do mês de outubro apresentou variação de 0,26% e ficou acima dos 0,08% de setembro, constituindo-se, desde 2000, no menor índice para os meses de outubro, quando registrou 0,14%. Com isso, o acumulado no ano situa-se em 5,78%, bem menos do que os 8,52% de igual período do ano anterior. Considerando os últimos doze meses, a taxa desceu para 7,87%, abaixo dos 8,48% relativos aos doze meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2015, o IPCA ficou em 0,82%.

Comparando os dados do IPCA (+0,08%) com a pesquisa da Cesta da FAI, observa-se que o índice de inflação em Santa Rita do Sapucaí (-0,10%) e Itajubá (+0,19%) são inferiores ao índice nacional. Com relação ao índice acumulado, Santa Rita do Sapucaí (+14,03%) e Itajubá (+15,85%) apresentam inflação acumulada muito maior do que a inflação nacional, medida pelo IPCA (+7,87%).

Comparação com a Cesta do DIEESE

Em outubro, o custo do conjunto de alimentos básicos repetiu o comportamento diferenciado nas 27 capitais verificado no mês anterior, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). Enquanto houve alta da cesta em 13 cidades, em outras 14, foi registrada redução. As maiores altas ocorreram em Florianópolis (5,85%), Vitória (3,19%), Porto Velho (2,18%) e Maceió (2,12%). As retrações mais expressivas foram observadas em Brasília (-5,44%), Teresina (-1,77%), Palmas (-1,76%) e Salvador (-1,66%). A cesta mais cara foi a de Porto Alegre (R$ 478,07), seguida de Florianópolis (R$ 475,32) e São Paulo (R$ 469,55). Os menores valores médios foram observados em Natal (R$ 366,90) e Recife (R$ 373,66).

Entre janeiro e outubro de 2016, todas as cidades acumularam alta. As elevações mais expressivas foram observadas em Maceió (24,25%), Aracaju (23,69%), Rio Branco (21,99%) e Fortaleza (21,21%). Os menores aumentos ocorreram em Brasília (9,58%), Curitiba (10,52%) e Macapá (10,99%).

Com base na cesta mais cara, que, em outubro, foi a de Porto Alegre, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em outubro de 2016, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 4.016,27, ou 4,56 vezes o mínimo de R$ 880,00. Em setembro, o mínimo necessário correspondeu a R$ 4.013,08, o que também foi equivalente a 4,56 vezes o piso vigente.

Em outubro de 2016, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 103 horas e 49 minutos. Em setembro, a jornada necessária foi calculada em 103 horas e 31 minutos.

Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em outubro, 51,29% para adquirir os mesmos produtos que, em setembro, demandavam 51,15%.

Para o DIEESE, a carne bovina de primeira aumentou em 21 cidades em outubro. O mesmo comportamento pode ser visto nas cidades pesquisadas pela FAI. Em Itajubá a carne em geral teve alta de +0,44% e em Santa Rita do Sapucaí de +1,70%. A menor oferta de animais para abate e o aumento no ritmo de exportação diminuíram a disponibilidade interna, o que provocou alta dos preços da carne bovina.

Segundo o DIEESE, o quilo do açúcar aumentou em 20 capitais. As cidades pesquisadas pela FAI apresentaram o mesmo comportamento: Santa Rita do Sapucaí (+2,34%) e Itajubá (+2,59%). O elevado preço do açúcar demerara, no mercado internacional, incentivou as usinas a manter o preço do produto em alta, apesar da demanda estável.

Segundo o DIEESE, o tomate teve o preço majorado em 19 cidades. O mesmo comportamento foi apresentado em Itajubá (+7,65%). Santa Rita do Sapucaí, por sua vez, apresentou comportamento oposto (-8,01%). As chuvas prejudicaram a qualidade do fruto e, por ser final de safra, a oferta diminuiu, o que elevou o preço na maior parte do país.

Segundo o DIEESE, o preço do café seguiu em alta em 19 cidades. O mesmo ocorreu em Santa Rita do Sapucaí (+1,39%) e Itajubá (+2,61%). Alguns fatores explicaram a alta do café: a expectativa de baixa produção para a safra 2017/18, a valorização do dólar diante do real e a baixa oferta do grão robusta.

O DIEESE verificou que das 27 capitais onde se realiza a pesquisa, o preço do feijão apresentou queda em 21. O mesmo comportamento foi verificado em Itajubá (-0,95%) e Santa Rita do Sapucaí (-3,24%). A oferta normalizada do grão carioca e menor demanda devido aos altos preços explicaram a queda de valor no varejo na maior parte das cidades.

O DIEEDE constatou que o preço do leite diminuiu em 21 cidades. O mesmo comportamento foi apresentado em Itajubá (-1,22%) e Santa Rita do Sapucaí (-5,85%). O fato de a oferta do produto ter se normalizado e a demanda ter sido menor explica a diminuição do preço do leite integral na maior parte das capitais.

A tabela a seguir apresenta uma síntese da pesquisa da FAI e das comparações feitas nesse relatório:

  ITAJUBÁ SANTA RITA DO SAPUCAÍ
PREÇO DA CESTA DA FAI R$ 994,73 R$ 894,12
PERCENTUAL CORRESPONDENTE AO SALÁRIO MÍNIMO 113,04% 101,60%
VARIAÇÃO DO MÊS 07/2016 +0,19 %             -0,10%           
VARIAÇÂO ACUMULADA +15,85% +14,03%
ITENS COM MAIOR INFLAÇÃO

Tomate (+7,65%)

Café (+2,61 %)

Cebola (+12,01%)

Batata (+4,44%)

ITENS COM MAIOR DEFLAÇÃO

Leite (-1,22%)

Macarrão (-1,18%)

Tomate (-8,01 %)

Leite (-5,85%)

IPCA +0,26%

DIEESE

VARIAÇÃO DA CESTA DE SP, BH e RJ

SP (-0,43%)

BH (-0,73%)

RJ (+1,08%)

Execução: GPE - Grupo de Pesquisas Econômicas da FAI: alunos Hassan Salgado Mohallem (4º ano Administração), Átila Goulart (3º ano Administração), sob a coordenação do professor Vinícius Montgomery de Miranda

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