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Índice de Preços ao Consumidor Santarritense (IPCS), Índice de Preços ao Consumidor Pouso-alegrense (IPCP) e Índice de Preços ao Consumidor Itajubense (IPCI) – Novembro de 2016

Com o objetivo de orientar as decisões de consumo do cidadão, a FAI - Centro de Ensino Superior em Gestão, Tecnologia e Educação, apresenta mensalmente as principais variações de preços de uma Cesta composta de 36 itens em Santa Rita do Sapucaí, Pouso Alegre e Itajubá, divididos em quatro grupos: alimentação, limpeza doméstica, higiene pessoal e transportes. A pesquisa ocorre em dois supermercados e dois postos de combustíveis em Santa Rita do Sapucaí e em três supermercados e três postos de combustíveis em Pouso Alegre e Itajubá, bem como nas empresas de transporte urbano de cada cidade. Esse relatório apresenta uma análise comparativa da evolução dos preços da Cesta de Itajubá e Santa Rita do Sapucaí no mês de Novembro de 2016, uma vez que por problemas técnicos, a pesquisa na cidade de Pouso Alegre não foi realizada nos meses anteriores. A pesquisa em Pouso Alegre foi realizada no mês de novembro e no próximo mês serão apresentados os resultados da variação de Novembro até Dezembro, bem como os resultados acumulados do ano de 2016.

1)Análise do IPCS:

Período Taxa
Novembro -2,48%
Outubro -0,10%
Novembro de 2015 +3,70%
Acumulado nos 12 meses +7,24%
Acumulado nos 12 meses no mesmo período do ano passado +14,24%

Em Novembro, o Índice de Preços ao Consumidor Santarritense – IPCS apresentou uma deflação de -2,48%, quarta deflação consecutiva. O valor total da Cesta da FAI para o município alcançou o valor de R$ 871,97, redução de R$ 22,15 em relação à Cesta do mês de Outubro. Comparando-se o custo da Cesta da FAI para Santa Rita do Sapucaí com o Salário Mínimo de 2016 (R$880,00), verifica-se que a cesta equivale a 99,09% do mesmo. A inflação acumulada pelo IPCS nos últimos 12 meses, de Novembro de 2015 a Novembro de 2016, alcançou +7,24%.

O grupo alimentação apresentou uma deflação média de -3,76%. Os principais produtos que apresentaram alta em seus preços foram: a farinha de trigo (+5,89%), a margarina (+4,31%), a farinha de mandioca (+3,84%), a cebola (+2,95%) e o óleo de soja (+2,33%). Entre os itens desse grupo que ficaram mais baratos destacam-se o feijão (-42,77%), o leite (-7,69%), o tomate (-18,78%), a batata (-9,36%) e o extrato de tomate (-4,98%). A carne, importante item que compõe a cesta não apresentou variação no mês de novembro de 2016.

O grupo limpeza doméstica apresentou inflação média de +1,15%. Os produtos que apresentaram alta foram o detergente (+3,65%) e a água sanitária (+2,14%). O Sabão em barra e o sabão em pó não apresentaram variação no mês de novembro de 2016.

No grupo produtos de higiene foi apurada uma deflação média -0,12 %. Os produtos que apresentaram alta foram o sabonete (+1,65%), o absorvente (+0,89%) e o creme dental (+0,29%). O desodorante foi o único item que apresentou deflação (-1,93%). O xampu e o papel higiênico não apresentaram variação no mês de novembro de 2016.

O grupo transportes não apresentou variação no mês de Novembro de 2016.

Os índices acumulados para os quatro grupos pesquisados pela Cesta da FAI para a cidade são: +6,42% para o grupo alimentação; +14,82% para o grupo limpeza doméstica; +19,86% para os produtos de higiene e +2,16% para os transportes.

2)Análise do IPCI:

Período Taxa
Novembro -3,94%
Outubro -0,19%
Novembro de 2015 +3,43%
Acumulado nos 12 meses +7,60%
Acumulado nos 12 meses no mesmo período do ano passado +9,67%

O Índice de Preços ao Consumidor Itajubense – IPCI apresentou no mês de Novembro de 2016 uma deflação de -3,94%. O valor total da Cesta da FAI para o município foi de R$ 955,58, queda de R$39,15 em relação à Cesta de Outubro de 2016. Comparando-se o custo da Cesta de Itajubá com o Salário Mínimo de 2016 (R$ 880,00), verifica-se que a mesma equivale a 108,59% deste. O índice acumulado no período de um ano, entre Novembro de 2015 e Novembro de 2016 para a cidade de Itajubá foi de +7,60%.

Em Itajubá, o grupo alimentação apresentou uma baixa média de preços de -6,63%. Entre os alimentos que apresentaram preços em alta, destacam-se: a farinha de mandioca (+5,60%), o açúcar (+4,15%), o macarrão (+3,84%), a cebola (+3,47%) e o suco (+2,92%). Os principais produtos que apresentaram queda em seus preços foram: o feijão (-36,29%), o leite (-31,23%) o tomate (-9,95%), os ovos (-4,62%) e a batata (-4,81%). A carne, item importante que compõe a cesta da FAI apresentou alta de +0,35% no mês de Novembro de 2016.

O grupo limpeza doméstica apresentou deflação de -0,65 %. Dentre os itens que apresentaram preços em baixa destacam-se: A água sanitária (-0,89%), o sabão em pó (-0,60%) e o detergente (-1,04%). O sabão em barra não apresentou variação no mês de Novembro de 2016.

O grupo produtos de higiene apresentou inflação de +1,27%. Dentre os itens que apresentaram preços em alta destacam-se o papel higiênico (+3,43%), o sabonete (+3,55 %), o creme dental (+1,52%) e o xampu (+1,28%). O desodorante (-0,92%) foi o único item do grupo a apresentar deflação. O absorvente não apresentou variação no mês de Novembro de 2016.

O grupo transportes que contempla os itens etanol, gasolina e vale transporte não apresentou variação no mês de Novembro de 2016.

A inflação acumulada em cada grupo da Cesta da FAI para Itajubá, no período entre Novembro de 2015 e Novembro de 2016, foi a seguinte: +3,76% para o grupo alimentação, +8,98 % para o grupo limpeza doméstica, +23,00% para o grupo produtos de higiene e +10,66% para o grupo transportes.

Comparação com o IPCA

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA do mês de novembro apresentou variação de 0,18% e ficou abaixo dos 0,26% de outubro, constituindo-se no menor índice para os meses de novembro desde 1998, quando registrou queda de 0,12%. Com isto o acumulado no ano situa-se em 5,97%, bem abaixo dos 9,62% de igual período do ano anterior. Considerando os últimos doze meses, a taxa foi para 6,99%, abaixo dos 7,87% relativos aos doze meses imediatamente anteriores. Em novembro de 2015, o IPCA foi 1,01%.

Comparando os dados do IPCA (+0,08%) com a pesquisa da Cesta da FAI, observa-se que o índice de inflação em Santa Rita do Sapucaí (-2,48%) e Itajubá (-3,94%) são inferiores ao índice nacional. Com relação ao índice acumulado em 12 meses, Santa Rita do Sapucaí (+7,24%) e Itajubá (+7,60%) apresentam inflação acumulada maior do que a inflação nacional, medida pelo IPCA (+6,99%).

Comparação com a Cesta do DIEESE

Em novembro, o custo do conjunto de alimentos básicos diminuiu em 25 das 27 capitais do Brasil, segundo dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). As reduções mais expressivas ocorreram em Boa Vista (-7,35%), Recife (-5,10%), Cuiabá (-4,68%), Salvador (-4,48%), Belo Horizonte (-4,20%) e São Paulo (-4,08%). As elevações foram anotadas em Macapá (0,13%) e Rio Branco (0,37%).

A cesta mais cara foi a de Porto Alegre (R$ 469,04), seguida de Florianópolis (R$ 466,25) e São Paulo (R$ 450,39). Os menores valores médios foram observados em Recife (R$ 353,08) e Natal (R$ 354,59).

Entre janeiro e novembro de 2016, todas as cidades acumularam alta. As elevações mais expressivas foram observadas em Maceió (22,95%), Rio Branco (22,44%), Aracaju (20,53%) e Fortaleza (18,62%). Os menores aumentos ocorreram em Recife (5,76%), Manaus (7,18%), Curitiba (7,55%) e São Paulo (7,72%).

Com base na cesta mais cara, que, em novembro, foi a de Porto Alegre, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em novembro de 2016, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.940,41, ou 4,48 vezes o mínimo de R$ 880,00. Em outubro, o mínimo necessário correspondeu a R$ 4.016,27, ou 4,56 vezes o piso vigente.

Em novembro de 2016, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 100 horas e 56 minutos. Em outubro, a jornada necessária foi calculada em 103 horas e 48 minutos.

Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em novembro, 49,87% para adquirir os mesmos produtos que, em outubro, demandavam 51,29%.

Para o DIEESE, o preço do leite diminuiu em todas as capitais, exceto em Brasília, onde ficou estável. O mesmo comportamento pode ser visto nas cidades pesquisadas pela FAI. Em Itajubá, o leite apresentou queda de -31,23% e em Santa Rita do Sapucaí de -7,69%. As reduções ocorreram devido ao avanço na produção e pela menor demanda de leite.

Segundo o DIEESE, das 27 capitais onde se realiza a pesquisa, houve queda no preço do feijão em 24. As cidades pesquisadas pela FAI apresentaram o mesmo comportamento: Santa Rita do Sapucaí (-42,77%) e Itajubá (-36,29%). Os altos valores de comercialização do grão carioca reduziram a demanda e, além disso, parte da terceira safra ainda abasteceu o mercado, o que explicou a retração do preço em todas as cidades. No entanto, houve diminuição da área plantada de feijão em 2016, de forma que não há previsão de quedas muito maiores nos preços, uma vez que a oferta deve ser limitada.

Segundo o DIEESE, o valor do quilo do tomate caiu em 22 cidades. O mesmo comportamento foi apresentado em Itajubá (-9,95%) e em Santa Rita do Sapucaí (-18,78%). A oferta do fruto foi normalizada e o preço recuou na maior parte das cidades.

Segundo o DIEESE, a batata, pesquisada no Centro-Sul, diminuiu em oito cidades e aumentou em três. A redução de preço também ocorreu em Santa Rita do Sapucaí (-9,36%) e Itajubá (-4,81%). Tubérculos de boa qualidade e oferta normalizada reduziram o preço no varejo.

O DIEESE verificou que o preço do café seguiu em alta em 23 cidades. O mesmo comportamento foi verificado em Itajubá (+1,28%) e Santa Rita do Sapucaí (+0.76%). Menor oferta do grão nos mercados interno e externo e a possível redução da próxima safra impactaram o preço no varejo.

O DIEESE constatou que o quilo do açúcar aumentou em 19 capitais. O mesmo comportamento foi apresentado em Itajubá (+4,15%) e Santa Rita do Sapucaí (+1,71%). Mesmo com maior produção de açúcar e menor demanda interna, as exportações aumentaram e as usinas mantiveram altos os valores negociados, o que elevou o preço do açúcar no varejo.

O DIEESE verificou que a carne bovina de primeira aumentou em 18 cidades. O mesmo comportamento pode ser visto em Itajubá (+0,35%). Santa Rita do Sapucaí por sua vez não apresentou variação. A oferta restrita de animais para abate aumentou o preço da carne, apesar da menor demanda.

A tabela a seguir apresenta uma síntese da pesquisa da FAI e das comparações feitas nesse relatório:

  ITAJUBÁ SANTA RITA DO SAPUCAÍ
PREÇO DA CESTA DA FAI R$ 955,58 R$ 871,97
PERCENTUAL CORRESPONDENTE AO SALÁRIO MÍNIMO 108,59% 99,09%
VARIAÇÃO DO MÊS 11/2016 -3,94%                   -2,48%                
VARIAÇÂO ACUMULADA +7,60% +7,24%
ITENS COM MAIOR INFLAÇÃO

Farinha de Mandioca (+5,60%)

Açúcar (+4,15 %)

Farinha de Trigo (+5,89%)

Margarina (+4,31%)

ITENS COM MAIOR DEFLAÇÃO

Feijão (-36,2%)

Leite (-31,23%)

Feijão (-42,77 %)

Tomate (-18,78%)

IPCA +0,18%  

DIEESE

VARIAÇÃO DA CESTA DE SP, BH e RJ

SP (-4,08%)

BH (-4,20%)

RJ (-1,69%)

 

GPE - Grupo de Pesquisas Econômicas da FAI: Hassan Salgado Mohallem, aluno do 4º ano Administração e Prof. Vinícius Montgomery de Miranda

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