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Índice de Preços ao Consumidor - Janeiro 2017

Índice de Preços ao Consumidor Santarritense (IPCS), Índice de Preços ao Consumidor Pouso-alegrense (IPCP) e Índice de Preços ao Consumidor Itajubense (IPCI) - Janeiro de 2017.

Com o objetivo de orientar as decisões de consumo do cidadão, a FAI - Centro de Ensino Superior em Gestão, Tecnologia e Educação, apresenta mensalmente as principais variações de preços de uma Cesta composta de 36 itens em Santa Rita do Sapucaí, Pouso Alegre e Itajubá, divididos em quatro grupos: alimentação, limpeza doméstica, higiene pessoal e transportes. A pesquisa ocorre em dois supermercados e dois postos de combustíveis em Santa Rita do Sapucaí e em três supermercados e três postos de combustíveis em Pouso Alegre e Itajubá, bem como nas empresas de transporte urbano de cada cidade. Esse relatório apresenta uma análise comparativa da evolução dos preços da Cesta das três cidades no mês de Janeiro de 2017.

Análise do IPCS:

Período Taxa
Janeiro +0,53%
Dezembro +0,15%
Janeiro de 2016 +2,55%
Acumulado nos 12 meses +4,34%
Acumulado nos 12 meses do período anterior +14,46%

Em Janeiro, o Índice de Preços ao Consumidor Santarritense – IPCS apresentou uma inflação de +0,53%. O valor total da Cesta da FAI para o município alcançou o valor de R$877,93, alta de R$ 4,62 em relação à Cesta do mês de Dezembro. Comparando-se o custo da Cesta da FAI para Santa Rita do Sapucaí com o Salário Mínimo de 2017 (R$937,00), verifica-se que a cesta equivale a 93,70% do mesmo. A inflação acumulada pelo IPCS nos últimos 12 meses, de Janeiro de 2016 a Janeiro de 2017, alcançou +4,34%.

O grupo alimentação apresentou uma inflação média de +0,48%. Os principais produtos que apresentaram alta em seus preços foram: a cebola (+14,06%), o café (+4,86%), o óleo de soja (+3,63%), os sucos (+3,42%) e a farinha de mandioca (+2,20%). Entre os itens desse grupo que ficaram mais baratos destacam-se: a batata (-7,38%), o tomate (-4,80%), a maionese (-1,63%), o macarrão (-1,08%) e o feijão (-1,06%). A carne, importante item da lista apresentou variação de +0,61%.

O grupo limpeza doméstica apresentou uma deflação de -0,35%. O item que mais contribuiu para esse resultado foi a água sanitária (-4,40 %). O sabão em pó apresentou alta de +1,14%. O detergente e o sabão em barra não apresentaram variação no mês de janeiro de 2017.

No grupo produtos de higiene foi apurada uma inflação de +2,11%. Os itens que contribuíram para esse resultado foram o desodorante (+7,94%), o absorvente (+0,66%) e do papel higiênico (+0,37%). O creme dental, o sabonete e o xampu não apresentaram variação no mês de janeiro de 2017.

O grupo transportes apresentou deflação de -0,09% devido à queda de preço da gasolina em (-0,26%. O etanol e o vale transportes não apresentaram variação no mês de janeiro de 2017.

Os índices acumulados para os quatro grupos pesquisados pela Cesta da FAI para a cidade são: +4,01% no grupo alimentação; +8,76% no grupo limpeza doméstica; +17,43% em produtos de higiene e -2,10% nos transportes.

Análise do IPCP:

Período Taxa
Janeiro +4,49%
Dezembro -0,23%
Janeiro de 2016 +1,50%
Acumulado nos 12 meses +7,27%
Acumulado nos 12 meses dos meses anteriores +12,47%

Em Janeiro de 2017, o Índice de Preços ao Consumidor Pouso-alegrense – IPCP apresentou uma inflação de +4,49 %. O valor total da Cesta da FAI para o município de Pouso Alegre foi de R$967,37, o que corresponde a 103,24% do Salário Mínimo para o ano de 2017 (R$937,00). O valor da Cesta apresentou alta de R$41,54 em relação ao mês de Dezembro. A inflação acumulada pelo IPCP nos últimos 12 meses, de Janeiro de 2016 até Janeiro de 2017, alcançou (+7,28%).

O grupo alimentação apresentou uma alta média de preços de +0,96 %. Os alimentos que apresentaram maior elevação em seus preços foram: o café (+10,57%), o óleo de soja (+3,92%), o tomate (+2,61%), os sucos (+1,25%) e a farinha de mandioca (+1,25%). O único alimento que apresentou deflação no mês de janeiro de 2017 foi o feijão (-2,02%).

O grupo limpeza doméstica fechou o mês de Janeiro com uma inflação média de +0,57%. O sabão em pó (+0,23%), o detergente (+0,59%) e a água sanitária (+1,77%) foram os produtos que apresentaram alta. Apenas a o sabão em barra não apresentou variação no mês de janeiro de 2017.

O grupo produtos de higiene apresentou uma inflação de +1,84% no mês de Janeiro de 2017. Os itens que apresentaram aumentos de preços foram o desodorante (+5,73%), o absorvente (+1,55%), e o xampu (+0,19%). O creme dental, o sabonete e o papel higiênico não apresentaram variação.

O grupo transporte apresentou uma inflação de +15,32 devido a alta de +28,33% do vale transporte. Vale ressaltar que parte da alta se deve a alteração da metodologia utilizada que agora leva em consideração a média entre as passagens para a zona rural e zona urbana e não somente para a zona urbana. O etanol e a gasolina não apresentaram variação.

A inflação acumulada em um ano, entre Janeiro de 2016 a Janeiro de 2017, em cada grupo da Cesta da FAI para Pouso Alegre apresenta os seguintes resultados: alimentação (+2,54 %), limpeza doméstica (+4,37%); produtos de higiene (+15,64%) e transporte (+16,39%).

Análise do IPCI:

Período Taxa
Janeiro +0,16%
Dezembro +0,36%
Janeiro de 2016 +4,20%
Acumulado nos 12 meses +2,52%
Acumulado nos 12 meses no período anterior +13,54%

O Índice de Preços ao Consumidor Itajubense – IPCI apresentou no mês de Janeiro de 2017 uma inflação de +0,16%. O valor total da Cesta da FAI para o município foi de R$ 960,63, alta de R$1,58 em relação à cesta de Dezembro de 2016. Comparando-se o custo da Cesta de Itajubá com o Salário Mínimo de 2017 (R$937,00), verifica-se que a mesma equivale a 102,52% deste. O índice acumulado no período de um ano, entre Janeiro de 2016 a Janeiro de 2017, para a cidade de Itajubá foi de +2,52 %.

Em Itajubá, o grupo alimentação apresentou um aumento médio de preços de +0,39%. Entre os alimentos que apresentaram preços em alta, destacam-se: a batata (+6,32%), o óleo de soja (+3,97%), o café (+3,59%), o macarrão (+2,71%) e a farinha de mandioca (+2,32%). Os principais produtos que apresentaram queda em seus preços foram: o tomate (-13,62%), o feijão (-2,21%), o leite (-0,67%) e o arroz (-0,28%).

O grupo limpeza doméstica apresentou inflação de +0,33%. Os itens desse grupo que apresentaram aumento de preços foram: a água sanitária (+1,29%) e o sabão em pó (+0,25).  O detergente e o sabão em barras não apresentaram variação em janeiro.  

O grupo produtos de higiene apresentou deflação de -0,73%. O creme dental (-5,12%), o desodorante (-0,56%) e o absorvente (-1,11%) foram os itens que apresentaram deflação. O xampu (+1,06%) e o sabonete (+0,99%) foram os itens que apresentaram inflação. O papel higiênico não apresentou variação no mês de janeiro.

O grupo transportes, que contempla a gasolina, o etanol e o vale transporte, não apresentou variação de preços na cidade de Itajubá no mês de janeiro de 2017.

A inflação acumulada em cada grupo da Cesta da FAI para Itajubá, no período entre Janeiro de 2016 a Janeiro de 2017, foi a seguinte: +1,7% para o grupo alimentação, +4,35% para o grupo limpeza doméstica, +13,82% para o grupo produtos de higiene e -0,15% para o grupo transportes.

Comparação com o IPCA

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA do mês de janeiro apresentou variação de 0,38% e superou os 0,30% de dezembro em 0,08 ponto percentual (p.p.). Este foi o IPCA mais baixo para os meses de janeiro desde 1994, quando foi criado o Plano Real. No acumulado dos últimos doze meses, o índice desceu para 5,35%, ficando abaixo dos 6,29% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2016, a taxa foi 1,27%.

Comparando os dados do IPCA com a pesquisa da cesta da FAI, observa-se que o índice de inflação em Santa Rita do Sapucaí (+0,53%) e Pouso Alegre (+4,49%) são superiores ao IPCA (+0,38%). Porém Itajubá (+0,16%) apresenta um índice de inflação inferior ao índice nacional. Com relação ao índice acumulado Santa Rita do Sapucaí (+4,34%) e Itajubá (+2,52%) apresentam  inflação acumulada menor do que a inflação nacional e Pouso Alegre (+7,27%) apresenta um índice superior ao acumulado do IPCA (+5,35%).

Comparação com a Cesta do DIEESE

Em janeiro, o custo do conjunto de alimentos essenciais diminuiu em 20 das 27 capitais do Brasil, segundo dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). As reduções mais expressivas ocorreram em Rio Branco (-12,82%), Cuiabá (-4,16%), Boa Vista (-3,94%), Campo Grande (-3,63%) e Curitiba (-2,97%). As elevações foram anotadas em algumas cidades do Norte e Nordeste: Fortaleza (4,64%), Aracaju (2,18%), Salvador (1,30%), João Pessoa (0,76%), Teresina (0,57%) e Manaus (0,18%). Em Brasília (0,22%) também houve aumento.

 A cesta mais cara foi a de Porto Alegre (R$ 453,67), seguida de Florianópolis (R$ 441,92) e Rio de Janeiro (R$ 440,16). Os menores valores médios foram observados em Rio Branco (R$ 335,15) e Recife (R$ 346,44).

Em 12 meses, entre janeiro de 2016 e o mesmo mês de 2017, 14 cidades acumularam alta. As elevações mais expressivas foram observadas em Maceió (15,99%), Fortaleza (11,89%) e Belém (8,52%). As reduções foram anotadas em 13 cidades, com destaque para Belo Horizonte (-6,71%), Campo Grande (-4,69%), Palmas (-4,45%) e Brasília (-4,23%).

Com base na cesta mais cara, que, em janeiro, foi a de Porto Alegre, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.

Em janeiro de 2017, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.811,29, ou 4,07 vezes o mínimo de R$ 937,00. Em 2016, o salário mínimo era de R$ 880,00 e o piso mínimo necessário correspondeu a R$ 3.795,24 (ou 4,31 vezes o mínimo então em vigor) em janeiro e a R$ 3.856,23 (ou 4,38 vezes o piso vigente) em dezembro. Em dezembro de 2016, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 98 horas e 59 minutos. Em novembro, a jornada necessária foi calculada em 100 horas e 56 minutos.

Em janeiro de 2017, com o reajuste de 6,48% no salário mínimo, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 91 horas e 48 minutos. Em dezembro de 2016, a jornada necessária foi calculada em 98 horas e 58 minutos. Em janeiro de 2016, o tempo era de 97 horas e 02 minutos.

Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em janeiro, 45,36% para adquirir os mesmos produtos que, em dezembro de 2016, ainda com o valor antigo do salário mínimo, demandavam 48,89% e em janeiro do mesmo ano, 47,94%.

Comportamento dos preços e produtos da cesta

O DIEESE verificou em janeiro, o preço do café aumentou em 26 cidades. O mesmo ocorreu em Santa Rita do Sapucaí (+4,86%), Itajubá (+3,59%) e Pouso Alegre (+10,54%). A expectativa é de menor oferta de grãos para 2017, devido à bianualidade negativa, característica de algumas culturas como a do café. Ou seja, a cada dois anos, a produção tende a ser menor. Além disso, os estoques de café estiveram justos no início do ano e o preço internacional subiu. Com isso, o valor no varejo mostrou elevação em quase todas as cidades.

Segundo o DIEESE, o óleo de soja teve seu preço majorado em 25 capitais em janeiro. O mesmo ocorreu em Santa Rita do Sapucaí (+3,63%), Itajubá (+3,97%) e Pouso Alegre (+3,92%).  Houve elevação da demanda mundial por óleo de soja e, além disso, no Brasil, parte da produção seguiu destinada para a elaboração de biocombustíveis.  

O DIEESE divulgou que a farinha de mandioca apresentou alta nos preços na maior parte das cidades. O mesmo comportamento foi apresentado em todas as cidades pesquisadas pela FAI: Pouso Alegre (+1,25%), Santa Rita do Sapucaí (+2,20%) e Itajubá (+2,32%). O preço da raiz de mandioca aumentou devido à menor oferta e maior demanda por parte das fecularias e das indústrias de farinha.

Segundo o DIEESE, das 27 capitais onde se realiza a pesquisa, houve queda mensal no preço do feijão em 25. O mesmo comportamento pode ser observado em Santa Rita do Sapucaí (-1,06%), Itajubá (-2,21%) e Pouso Alegre (-2,02%). Houve menor demanda pelo grão carioquinha devido aos altos valores de comercialização que, somados à baixa qualidade dos grãos ofertados, explicaram a redução do preço nesta variedade. Para o grão preto, a colheita do Sul do país e a continuidade da importação abasteceram parte da demanda e reduziram o preço comercializado.

O DIEESE constatou que o valor do leite diminuiu em 21 cidades. O mesmo comportamento pode ser observado nas cidades de Itajubá (-0,67%) e Santa Rita do Sapucaí (-0,82%). Pouso Alegre por sua vez manteve o preço do leite estável.  Menor precipitação no Centro-Oeste e no Sudeste e chuvas intensas no Sul limitaram o crescimento da oferta do leite, no entanto, os preços do produto no varejo seguiram em queda na maior parte das cidades.

Segundo o DIEESE, a batata, pesquisada no Centro-Sul, diminuiu em 10 cidades e aumentou somente em Belo Horizonte (8,29%). O mesmo ocorreu em Itajubá. Santa Rita do Sapucaí por sua vez apresentou deflação de (-7,38%) e Pouso Alegre não apresentou variação. Apesar das chuvas, batatas de boa qualidade seguiram abastecendo o varejo e houve redução no preço.

A tabela a seguir apresenta uma síntese da pesquisa da FAI e das comparações feitas nesse relatório:

ITAJUBÁ POUSO ALEGRE SANTA RITA DO SAPUCAÍ
PREÇO DA CESTA DA FAI R$ 960,63 R$ 967,37 R$ 877,93
PERCENTUAL CORRESPONDENTE AO SALÁRIO MÍNIMO 102,52% 103,24% 93,70%
VARIAÇÃO DO MÊS 01/2017 +0,16% +4,49%             +0,53%                 
VARIAÇÂO ANUAL (Janeiro 2016 / Janeiro 2017) +2,52% +4,21% +4,34%
ITENS COM MAIOR INFLAÇÃO

Batata  (+6,32%)

Óleo de Soja (+3,97%)

Vale Transporte (+28,33%)

Café (+10,54%)

Cebola  (+14,06%)

Café (+4,86%)

ITENS COM MAIOR INFLAÇÃO ANUAL

Café (+33,23%)

Creme Dental (+29,77%)

Creme Dental (+37,74%)

Café (+30,73%)

Creme Dental (+37,88%)

Farinha de Mandioca (+35,78%)

ITENS COM MAIOR DEFLAÇÃO

Tomate (-13,62%)

Creme Dental (-5,12%)

Feijão (-2,02%)

Batata (-7,38%)

Tomate (-4,80%)

ITENS COM MAIOR DEFLAÇÃO ANUAL

Cebola (-55,75%)

Tomate (-52,13%)

Cebola (-52,36%)

Tomate (-36,01%)

Cebola (-57,80%)

Batata (-47,67%)

IPCA +0,38%

IPCA ACUMULADO +5,35%

DIEESE

VARIAÇÃO DA CESTA DE SP, BH e RJ

SP (-0,68%)

BH (-1,26%)

RJ (-0,81%)

DIEESE

VARIAÇÃO ANUAL DA CESTA DE SP, BH e RJ

SP (-2,77%)

BH (-6,71%)

RJ (-1,76%)

GPE - Grupo de Pesquisas Econômicas da FAI: Hassan Salgado Mohallem, aluno do 4º ano Administração e Prof. Vinícius Montgomery de Miranda

 

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