A+ A A-

Índice de Preços ao Consumidor Santarritense (IPCS), Índice de Preços ao Consumidor Pouso-alegrense (IPCP) e Índice de Preços ao Consumidor Itajubense (IPCI) – Março de 2017.

Com o objetivo de orientar as decisões de consumo do cidadão, a FAI - Centro de Ensino Superior em Gestão, Tecnologia e Educação, apresenta mensalmente as principais variações de preços de uma Cesta composta de 36 itens em Santa Rita do Sapucaí, Pouso Alegre e Itajubá, divididos em quatro grupos: alimentação, limpeza doméstica, higiene pessoal e transportes. A pesquisa ocorre em dois supermercados e dois postos de combustíveis em Santa Rita do Sapucaí e em três supermercados e três postos de combustíveis em Pouso Alegre e Itajubá, bem como nas empresas de transporte urbano de cada cidade. Esse relatório apresenta uma análise comparativa da evolução dos preços da Cesta das três cidades no mês de Março de 2017.

 1)Análise do IPCS:

Período Taxa
Março 1,00%
Fevereiro -0,11%
Março de 2016 0,55%
Acumulado nos 12 meses 3,39%
Acumulado nos 12 meses do período anterior 2,92%

Em Março, o Índice de Preços ao Consumidor Santarritense – IPCS apresentou uma inflação de 1,00%. O valor total da Cesta da FAI para o município alcançou o valor de R$885,71, aumento de R$8,76 em relação à Cesta do mês de Fevereiro. Comparando-se o custo da Cesta da FAI para Santa Rita do Sapucaí com o Salário Mínimo de 2017 (R$937,00), verifica-se que a cesta equivale a 94,53% do mesmo. A inflação acumulada pelo IPCS nos últimos 12 meses, de Março de 2016 a Março de 2017, alcançou +3,39%.

O grupo alimentação apresentou uma inflação média de +0,72%. Os principais produtos que apresentaram alta em seus preços foram: o tomate (+63,27%), a margarina (+17,19%), a maionese (+15,01%), o leite (+10,23%) e o óleo de soja (+10,03%). Entre os itens desse grupo que ficaram mais baratos destacam-se: a batata (-14,78%), o feijão (-13,47%), a farinha de trigo (-10,21%), a cebola (-9,36%) e o arroz (-6,29%). A carne, importante item da lista apresentou variação de -2,02%.

O grupo limpeza doméstica apresentou uma deflação de -2,35%. Todos os itens apresentaram redução de preços: o detergente (-1,99%), o sabão em barras (-1,34%), a água sanitária (-3,87%), o sabão em pó (- 2,26%).

No grupo produtos de higiene foi apurada uma deflação de -4,10%. Os itens que contribuíram para esse resultado foram o creme dental (-24,67%), o desodorante (-16,13%) e o sabonete (-3,03%). Os itens que apresentação inflação foram: o absorvente (+27,18%), o papel higiênico (+11,07%) e o xampu (+6,27%).

O grupo transportes apresentou uma inflação de +5,79%. Todos os itens desse grupo apresentaram aumento: etanol (+7,55%), gasolina (+0,98%) e vale transporte (+8,82%).

Os índices acumulados para os quatro grupos pesquisados pela Cesta da FAI para a cidade são: +2,62% no grupo alimentação; +3,35% no grupo limpeza doméstica; +7,79% em produtos de higiene e 3,57% nos transportes.

  1. 2)Análise do IPCP:
Período Taxa
Março +0,85%
Fevereiro +0,03%
Março de 2016 +1,25%
Acumulado nos 12 meses +6,11%
Acumulado nos 12 meses dos meses anteriores +6,54%

Em Março de 2017, o Índice de Preços ao Consumidor Pouso-alegrense – IPCP apresentou uma inflação de +0,85 %. O valor total da Cesta da FAI para o município de Pouso Alegre foi de R$975,87, o que corresponde a 104,15% do Salário Mínimo para o ano de 2017 (R$937,00). O valor da Cesta apresentou alta de R$8,23 em relação ao mês de Fevereiro. A inflação acumulada pelo IPCP nos últimos 12 meses, de Março de 2016 até Março de 2017, alcançou +6,11%.

O grupo alimentação apresentou uma alta média de preços de +2,94 %. Os alimentos que apresentaram maior elevação em seus preços foram: a margarina (+43,57%), o tomate (+41,83%), o sal (+17,22%), o extrato de tomate (+14,56%) e o macarrão (+13,01%). Dentre os itens que apresentaram deflação destacam-se: o feijão (-21,01%), a batata (-20,30%), a cebola (-9,97%), o açúcar (-9,34%) e os ovos (-6,07%). A carne, importante item da lista apresentou inflação de 9,81%.

O grupo limpeza doméstica fechou o mês de Março com uma deflação média de -4,68%. Todos os itens apresentaram redução de preços: sabão em pó (-4,78%), sabão em barras (-9,08%), água sanitária (-2,96%) e detergente (-2,92%).

O grupo produtos de higiene apresentou uma deflação de -1,60% no mês de Março de 2017. Os itens que contribuíram para esse resultado foram o absorvente (-7,68%), o creme dental (-9,83%), o desodorante (-4,19%), o sabonete (-6,32%) e o xampu (-2,82%). Apenas o papel higiênico apresentou alta (+22,05%).

O grupo transporte apresentou uma deflação de -2,15% no mês de Março de 2017. Os itens que influenciaram esse resultado foram o etanol (-4,93%) e a gasolina (-5,73%). O vale transporte não apresentou variação.

A inflação acumulada em um ano, entre Março de 2016 a Março de 2017, em cada grupo da Cesta da FAI para Pouso Alegre apresenta os seguintes resultados: alimentação (+3,16%), limpeza doméstica (-1,86%); produtos de higiene (+9,69%) e transporte (+13,44%).

  1. 3)Análise do IPCI:
Período Taxa
Março +0,17 %
Fevereiro -0,03%
Março de 2016 +0,61%
Acumulado nos 12 meses +0,98%
Acumulado nos 12 meses no período anterior +1,42%

O Índice de Preços ao Consumidor Itajubense – IPCI apresentou no mês de Março de 2017 uma inflação de +0,17%. O valor total da Cesta da FAI para o município foi de R$ 961,97, aumento de R$1,62 em relação à cesta de Fevereiro de 2017. Comparando-se o custo da Cesta de Itajubá com o Salário Mínimo de 2017 (R$937,00), verifica-se que a mesma equivale a 102,66% deste. O índice acumulado no período de um ano, entre Março de 2016 a Março de 2017, para a cidade de Itajubá foi de +0,98 %.

Em Itajubá, o grupo alimentação apresentou uma queda média de preços de -0,20%. Entre os alimentos que apresentaram preços em alta, destacam-se: a margarina (+28,43%), o sal (+21,76%), o tomate (+14,90%), o leite (+13,90%) e a farinha de trigo (+11,29%). Os principais produtos que apresentaram queda em seus preços foram: a batata (-37,10%), o feijão (-33,92%), o alho (-28,48%), a cebola (-18,55%) e o açúcar (-7,44%).

O grupo limpeza doméstica apresentou deflação de -0,32%. O item desse grupo que apresentou queda de preços foi o sabão em pó (-3,96%). Os demais itens apresentaram aumento nos preços no mês de Março de 2017: o sabão em barras (+1,95%), o detergente (+5,81%) e a água sanitária (+1,21%).

O grupo produtos de higiene apresentou deflação de -3,11%. O papel higiênico (-2,59%), o desodorante (-8,74%) e o creme dental (-10,42) foram os itens que contribuíram para esse resultado. O sabonete (+2,54%), o absorvente (+9,39) e o xampu (+1,12%) foram os itens que apresentaram inflação no mês de março de 2017.

O grupo transportes apresentou inflação de +2,49% devido ao aumento do vale transporte em +7,43%. Os preços da gasolina (-3,68%) e do etanol em (-6,40%) apresentaram queda no mês de março de 2017.

A inflação acumulada em cada grupo da Cesta da FAI para Itajubá, no período entre Março de 2016 a Março de 2017, foi a seguinte: -0,78% para o grupo alimentação, +3,53% para o grupo limpeza doméstica, +4,17% para o grupo produtos de higiene e +3,49% para o grupo transportes.

 

  1. 4)Comparação com o IPCA

 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA do mês de Março apresentou variação de 0,25% e ficou abaixo dos 0,33% de fevereiro em 0,08 ponto percentual (p.p.). Esse foi o IPCA mais baixo para os meses de março desde 2012, quando se situou em 0,21%. Considerando o primeiro trimestre do ano, o índice de inflação medida pelo IPCA está em 0,96%, percentual bem inferior aos 2,62% referentes ao igual período de 2016. No acumulado dos últimos doze meses o índice desceu para 4,57%, menos do que os 4,76% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em Março de 2016 a taxa atingiu 0,43%.

Comparando os dados do IPCA com a pesquisa da cesta da FAI, observa-se que o índice de inflação em Santa Rita do Sapucaí (1,00%), Pouso Alegre (+0,85%) são superiores ao IPCA (+0,33%) e o índice de Itajubá (+0,17%) é inferior ao IPCA. Com relação ao índice acumulado Santa Rita do Sapucaí (+3,39%) e Itajubá (+0,98%) apresentam inflação acumulada menor do que a inflação nacional e Pouso Alegre (+6,11%) por sua vez, apresenta um índice superior ao acumulado do IPCA (+4,57%).

 

Comparação com a Cesta do DIEESE

Em Março, o custo do conjunto de alimentos essenciais aumentou em 20 das 27 capitais do Brasil, segundo dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). As maiores altas foram registradas em algumas capitais do Nordeste: Teresina (+3,90%), Natal (+3,54%), Recife (+3,53%), São Luis (+2,77%) e João Pessoa (+2,59%).

Porto Alegre continua sendo o local da cesta básica mais cara com valor de R$437,22, seguida por São Paulo (R$435,34) e Florianópolis (R$433,70) Os menores valores médios foram observados em Rio Branco (R$ 323,34) e Salvador (R$ 349,66).

Em 12 meses, 12 cidades acumularam alta. As elevações mais expressivas foram observadas em Natal (+11,70%), Maceió (+7,82%) e João Pessoa (+6,34%). As reduções foram anotadas em 15 cidades, com destaque para Brasília (-6,60%), Belo Horizonte (-5,69%) e Rio Branco (-5,64%).

No primeiro trimestre de 2017, 19 capitais acumularam queda na Cesta do DIEESE, com destaque para Rio Branco (-15,89%), Cuiabá (-8,51%) e Boa Vista (-6,12%). Já os aumentos mais expressivos foram registrados em Fortaleza (+3,71%), Natal (+3,45%) e Teresina (+3,22%).

Com base na cesta mais cara, que, em março, a de Porto Alegre, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.

Em Março de 2017, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.673,09 ou 3,92 vezes o mínimo de R$ 937,00. Em fevereiro de 2017, o piso mínimo necessário correspondeu a R$ 3.658,72, ou 3,90 vezes o mínimo. Em março de 2016, o salário mínimo necessário foi de R$ 3.726,26 ou 4,25 vezes o piso vigente, que equivalia a R$ 880,00.

Em março de 2017, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 90 horas e 33 minutos; maior que o de fevereiro, de 89 horas e 33 minutos. Em março de 2016, o tempo era de 96 horas e 24 minutos.

Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em março, 44,74% do salário mínimo para adquirir os mesmos produtos que, em fevereiro, demandavam 44,25%. Em março de 2016, o percentual foi de 47,63%.

 

Comportamento dos preços e produtos da cesta

 

O DIEESE verificou que em fevereiro e março houve predominância de alta no preço do tomate, café em pó, manteiga e batata, coletada no Centro-Sul. Açúcar, feijão e óleo de soja tiveram redução média de valor na maior parte das cidades.

O preço do tomate subiu em 23 capitais. O mesmo ocorreu em Santa Rita do Sapucaí (+63,27%), Itajubá (+14,90%) e Pouso Alegre (+41,83%). Em 12 meses, o valor apresentou retração em todas as cidades, exceto Natal (+12,74%), com destaque para as taxas de Cuiabá (-39,86%), Belo Horizonte (-38,24%) e Belém (-35,93%).

Segundo o DIEESE, em março, o preço do café aumentou em 20 cidades. O mesmo ocorreu em Santa Rita do Sapucaí (+0,40%), Itajubá (+4,82%) e Pouso Alegre (+1,94%). Em 12 meses, todas as cidades mostraram altas que variaram entre 14,36%, em Belém, e 48,93%, em Aracaju. Baixa oferta de grãos e suspensão da importação de café robusta mantiveram os preços em alta no varejo.

O DIEESE divulgou que a manteiga apresentou alta em 20 cidades, em março, devido ao início da entressafra de leite, apesar da demanda enfraquecida por leite e derivados. O mesmo pode ser identificado em todas as cidades pesquisadas pela FAI: Santa Rita do Sapucaí (+17,19%), Itajubá (+28,43%) e Pouso Alegre (+43,57%). Em 12 meses o preço médio do produto acumulou alta em todas as capitais e oscilou entre +22,48%, em Manaus, e +65,81% em Aracaju.

Segundo o DIEESE das 27 capitais onde se realiza a pesquisa, o preço da batata teve alta em nove cidades, em março. O mesmo comportamento não pode ser observado em Itajubá (-37,10%), Pouso Alegre (-20,30%) e Santa Rita do Sapucaí (-14,78%). Em 12 meses, o produto apresentou redução de valor em todas as capitais com taxas entre -54,82%, em Curitiba, e -33,26% em São Paulo.

O DIEESE constatou que preço do açúcar seguiu em queda pelo segundo mês consecutivo e 24 cidades apresentaram retração no valor. O mesmo comportamento pode ser observado nas cidades de Itajubá (-7,44%) e Pouso Alegre (-9,3%). Santa Rita do Sapucaí não apresentou alteração no valor no mês de março. Em 12 meses quase todas as capitais apresentaram elevação no valor entre: +0,29%, no Rio de Janeiro e +17,83%, em Rio Branco. Em Brasília (-11,76%) e Recife (-2,04%), as taxas acumuladas foram negativas.

Segundo o DIEESE, o preço do feijão caiu em 22 das 27 cidades pesquisadas, em março. Esse comportamento também pôde ser identificado nas cidades pesquisadas pela FAI: em Itajubá (-33,92%), Santa Rita do Sapucaí (-13,47%) e Pouso Alegre (-21,01%). Em 12 meses o valor do grão carioquinha diminuiu em 20 capitais: as quedas variaram entre -30,95%, em Belém e -6,17% em Aracaju.

De acordo com o DIEESE o preço do óleo de soja diminuiu em 20 capitais, em março. O mesmo resultado ocorreu em Pouso Alegre (-3,32%). Em Santa Rita do Sapucaí (+10,03%) e Itajubá (+1,50%), o resultado foi de elevação nos valores em março. Em 12 meses, o valor cresceu em todas as localidades com taxas entre +1,60%, em Florianópolis, e +15,44% em Fortaleza. Oferta elevada devido à alta produtividade das lavouras brasileiras e diminuição do preço internacional vêm reduzindo o preço do grão e, consequentemente, dos derivados dele.

A tabela a seguir apresenta uma síntese da pesquisa da FAI e das comparações feitas nesse relatório:

  ITAJUBÁ POUSO ALEGRE SANTA RITA DO SAPUCAÍ
PREÇO DA CESTA DA FAI R$ 961,97 R$975,87 R$885,71
PERCENTUAL CORRESPONDENTE AO SALÁRIO MÍNIMO 102,66% 104,15% 94,53%
VARIAÇÃO DO MÊS 03/2017 +0,17% +0,85% 1,00%
VARIAÇÂO ANUAL (Março2016 / Março 2017) +0,98% +6,11% +3,39%
ITENS COM MAIOR INFLAÇÃO

Margarina (+28,43%)

Sal (+21,76%)

Margarina e Extrato de tomate (+14,56%)

Tomate (+41,83%)

Tomate (+63,23%)

Margarina (+17,19%)

ITENS COM MAIOR INFLAÇÃO ANUAL

Farinha de mandioca (+35,59%)

Café (+33,77%)

Margarina (+44,90%)

Farinha de mandioca (+29,04%)

Farinha de mandioca (+36,50%)

Margarina (+32,33%)

ITENS COM MAIOR DEFLAÇÃO

Batata (-37,10%)

Feijão (-33,92%)

Feijão (-21,01%)

Batata (-20,30%)

Batata (-14,78%)

Feijão (-13,47%)

ITENS COM MAIOR DEFLAÇÃO ANUAL

Cebola (-62,81%)

Batata (-48,35%)

Cebola (-53,25%)

Batata (-53,12%)

Cebola (-62,12%)

Batata (-54,89%)

IPCA +0,25%

 

 
IPCA ACUMULADO +4,57%  

DIEESE

VARIAÇÃO DA CESTA DE SP, BH e RJ

SP (+2,14%)

BH (+2,09%)

RJ (+1,59%)

 

DIEESE

VARIAÇÃO ANUAL DA CESTA DE SP, BH e RJ

SP (-1,97%)

BH (-5,69%)

RJ (-2,15%)

   
         

 

GPE - Grupo de Pesquisas Econômicas da FAI: Bruna de Cássia Couto, aluna do 4º ano Administração e Prof. Vinícius Montgomery de Miranda

 

pibid

icone srs icone fapemig icone peet icone bidi  Selo 2017 2018
 

 

blue green orange red

© 2015 FAI - Endereço: Av. Antônio de Cássia, 472 - Jardim Santo Antônio - Santa Rita do Sapucaí - Minas Gerais - CEP: 37.540-000 - Telefone: (35) 3473-3000

Login

Entre com seu usuário