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Índice de Preços ao Consumidor Santarritense (IPCS), Índice de Preços ao Consumidor Pouso-alegrense (IPCP) e Índice de Preços ao Consumidor Itajubense (IPCI) – Abril de 2017.

Com o objetivo de orientar as decisões de consumo do cidadão, a FAI - Centro de Ensino Superior em Gestão, Tecnologia e Educação, apresenta mensalmente as principais variações de preços de uma Cesta composta de 36 itens em Santa Rita do Sapucaí, Pouso Alegre e Itajubá, divididos em quatro grupos: alimentação, limpeza doméstica, higiene pessoal e transportes. A pesquisa ocorre em dois supermercados e dois postos de combustíveis em Santa Rita do Sapucaí e em três supermercados e três postos de combustíveis em Pouso Alegre e Itajubá, bem como nas empresas de transporte urbano de cada cidade. Esse relatório apresenta uma análise comparativa da evolução dos preços da Cesta das três cidades no mês de Abril de 2017.

 

  1. 1)Análise do IPCS:
Período Taxa
Abril - 0,97%
Março 1,00%
Abril de 2016 0,88%
Acumulado nos 12 meses 1,48%
Acumulado nos 12 meses do período anterior 3,39%

Em Abril, o Índice de Preços ao Consumidor Santarritense – IPCS apresentou uma deflação de -0,97%. O valor total da Cesta da FAI para o município alcançou o valor de R$877,12 , queda de R$8,60 em relação à Cesta do mês de Março. Comparando-se o custo da Cesta da FAI para Santa Rita do Sapucaí com o Salário Mínimo de 2017 (R$937,00), verifica-se que a Cesta equivale a 93,61% do mesmo. A inflação acumulada pelo IPCS nos últimos 12 meses, de Abril de 2016 a Abril de 2017, alcançou +1,48%.

O grupo alimentação apresentou uma deflação média de -1,65%. Os principais produtos que apresentaram alta em seus preços foram: a batata (+18,56%), o biscoito de maizena (+13,25%), os ovos (+9,96%), o macarrão (+8,89%) e o alho (+5,29%). Entre os itens desse grupo que ficaram mais baratos destacam-se: o açúcar (-21,83%), o óleo de soja (-19,90%), o tomate (-18,05%), a carne (-5,60%) e o suco (-4,46%).

O grupo limpeza doméstica apresentou uma deflação de -4,44%. Os itens que apresentaram redução de preços foram: a água sanitária (-13,61%), o detergente (-4,36%) e o sabão em pó (-2,38%). O sabão em barras não apresentou alteração no preço.

No grupo produtos de higiene foi apurada uma inflação de +3,93%. Os itens que contribuíram para esse resultado foram o papel higiênico (+17,49%), o desodorante (+14,37%). Os itens que apresentação deflação foram: o creme dental (-12,16%), o absorvente (-6,20%), o sabonete (-2,44%) e o xampu (-1,94%).

O grupo transportes apresentou uma deflação de -0,84%. Os itens desse grupo que apresentaram queda foram o etanol (-3,32%) e a gasolina (-0,09%). O vale transporte não teve alteração no mês de Abril.

Os índices acumulados para os quatro grupos pesquisados pela Cesta da FAI para a cidadesão: -0,96% no grupo alimentação; -2,15% no grupo limpeza doméstica; +10,95% em produtos de higiene e +5,45% nos transportes.

  1. 2)Análise do IPCP:
Período Taxa
Abril -0,40%
Março +0,85%
Abril de 2016 -0,56%
Acumulado nos 12 meses +5,10%
Acumulado nos 12 meses dos meses anteriores +6,11%

Em Abril de 2017, o Índice de Preços ao Consumidor Pouso-alegrense – IPCP apresentou uma deflação de -0,40 %. O valor total da Cesta da FAI para o município de Pouso Alegre foi de R$972,01, o que corresponde a 103,74% do Salário Mínimo para o ano de 2017 (R$937,00). O valor da Cesta apresentou queda de R$3,86 em relação ao mês de Março. A inflação acumulada pelo IPCP nos últimos 12 meses, de Abril de 2016 até Abril de 2017, alcançou +5,10%.

O grupo alimentação apresentou uma queda média de preços de -0,79 %. Os alimentos que apresentaram maior elevação em seus preços foram: a batata (+14,93%), a cebola (+12,34%), a farinha de mandioca (+6,74%), a maionese (+5,17%) e a farinha de trigo (+4,65%). Dentre os itens que apresentaram deflação destacam-se: o tomate (-13,12%), o óleo de soja (-11,18%), o açúcar (-7,59%), a margarina (-5,90%) e o extrato de tomate (-5,72%). A carne, importante item da lista apresentou deflação de -0,32%.

O grupo limpeza doméstica fechou o mês de Abril com uma inflação média de +2,85%. Os itens que contribuíram para esse resultado foram: a água sanitária (+19,53%) e o sabão em barra (+0,72%). Os produtos que apresentaram redução de preços foram: o detergente (-3,81%) e o sabão em pó (-0,68%).

O grupo produtos de higiene apresentou uma deflação de -1,77% no mês de Abril de 2017. Os itens que apresentaram alta nos preços foram o creme dental (5,00%) e o xampu (2,52%). Os demais itens desse grupo apresentaram queda nos preços: o papel higiênico (-13,58%), o sabonete (-1,40%), o desodorante (-0,41%) e o absorvente (-0,33%).

O grupo transporte apresentou uma inflação de +0,70% no mês de Abril de 2017. A gasolina (+3,40%) foi o item que influenciou esse resultado. O etanol apresentou queda de -0,37% no preço e o vale transporte não apresentou nenhuma alteração em relação ao mês de Março.

A inflação acumulada em um ano, entre Abril de 2016 a Abril de 2017, em cada grupo da Cesta da FAI para Pouso Alegre apresenta os seguintes resultados: alimentação (+1,69%), limpeza doméstica (+0,79%); produtos de higiene (+6,97%) e transporte (+13,81%).

  1. 3)Análise do IPCI:
Período Taxa
Abril +0,83 %
Março +0,17%
Abril de 2016 +1,72 %
Acumulado nos 12 meses +0,09%
Acumulado nos 12 meses no período anterior +0,98%

O Índice de Preços ao Consumidor Itajubense – IPCI apresentou no mês de Abril de 2017 uma inflação de +0,83%. O valor total da Cesta da FAI para o município foi de R$ 969,95, aumento de R$7,98 em relação à cesta de Março de 2017. Comparando-se o custo da Cesta de Itajubá com o Salário Mínimo de 2017 (R$937,00), verifica-se que a mesma equivale a 103,52% deste. O índice acumulado no período de um ano, entre Abril de 2016 a Abril de 2017, para a cidade de Itajubá foi de +0,09%.

Em Itajubá, o grupo alimentação apresentou uma alta média de preços de +0,46%. Entre os alimentos que apresentaram preços em alta, destacam-se: o alho (+47,56%), a batata (+33,85%), o tomate (+29,37%), a cebola (+18,98%) e a maionese (+9,54%). Os principais produtos que apresentaram queda em seus preços foram: a farinha de trigo (-13,44%), a margarina (-13,16%), o açúcar (-12,09%), o óleo de soja (-12,08%) e a farinha de mandioca (-10,47%). A carne importante item desta lista apresentou deflação de -3,48% no mês de abril.

O grupo limpeza doméstica apresentou inflação de +0,22%. Os itens que contribuíram para esse resultado foram à água sanitária (+12,14%) e o sabão em barra (+4,94%). Os demais itens apresentaram queda nos preços no mês de Abril de 2017: o detergente (-4,67%) e o sabão em pó (-3,40%).

O grupo produtos de higiene apresentou inflação de +3,87%. O papel higiênico (+13,48%), o creme dental (+4,98%) e o desodorante (+3,59%) e o sabonete (+1,66%) foram os itens que apresentaram alta. O absorvente (-2,78%) e o xampu (-2,50%) foram os itens que apresentaram deflação no mês de abril de 2017.

O grupo transportes apresentou inflação de +0,51%. Os preços da gasolina (+1,91%) e do etanol em (+0,98%) apresentaram alta no mês de abril de 2017.

A inflação acumulada em cada grupo da Cesta da FAI para Itajubá, no período entre Abril de 2016 a Abril de 2017, foi a seguinte: -2,25% para o grupo alimentação, +2,64% para o grupo limpeza doméstica, +3,33% para o grupo produtos de higiene e +4,02% para o grupo transportes.

 

  1. 4)Comparação com o IPCA

 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA do mês de Abril apresentou variação de 0,14% e ficou abaixo dos 0,25% de março em 0,11 ponto percentual (p.p.). Com isto o resultado no ano está em 1,10%, percentual bem inferior aos 3,25% de igual período de 2016. Na ótica dos últimos doze meses o índice desceu para 4,08%, menos do que os 4,57% do mês anterior, constituindo-se na menor taxa em 12 meses desde julho de 2007, quando se situou em 3,74%. Em abril de 2016, o IPCA foi 0,61%.

Comparando os dados do IPCA com a pesquisa da cesta da FAI, observa-se que o índice de inflação em Santa Rita do Sapucaí (-0,97%), Pouso Alegre (-0,40%) são inferiores ao IPCA (+0,83%) e o índice de Itajubá (+0,17%) é superior ao IPCA. Com relação ao índice acumulado Santa Rita do Sapucaí (+1,48%) e Itajubá (+0,09%) apresentam inflação acumulada menor do que a inflação nacional e Pouso Alegre (+5,10%) por sua vez, apresenta um índice superior ao acumulado do IPCA (+4,08%).

 

 

 

Comparação com a Cesta do DIEESE

Em Abril, o custo do conjunto de alimentos essenciais aumentou em 20 das 27 capitais do Brasil, segundo dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). As maiores altas foram registradas em Porto Alegre (6,17%), Cuiabá (5,51%), Palmas (5,16%), Salvador (4,85%) e Boa Vista (4,71%). Porto Alegre foi a cidade com a Cesta mais cara (R$ 464,19), seguida por Florianópolis (R$ 453,54), Rio de Janeiro (R$ 448,51) e São Paulo (R$ 446,28). Os menores valores médios foram observados em Rio Branco (R$ 333,18) e Aracaju (R$ 363,87).

No primeiro quadrimestre de 2017, 11 capitais acumularam queda, com destaque para Rio Branco (-13,33%), Manaus (-5,34%) e Maceió (-4,32%). Já os aumentos foram registrados nas outras 16, sendo que os mais expressivos ocorreram em Fortaleza (7,33%), Recife (5,97%) e Teresina (4,84%).

Com base na Cesta mais cara, que, em abril, foi a de Porto Alegre, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e de sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em Abril de 2017, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.899,66 ou 4,16 vezes o mínimo de R$ 937,00. Em março de 2017, o piso mínimo necessário correspondeu a R$ 3.673,09, ou 3,92 vezes o mínimo. Em abril de 2016, o salário mínimo necessário foi de R$ 3.716,77 ou 4,22 vezes o piso vigente, que equivalia a R$ 880,00.

Em abril de 2017, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 93 horas e 17 minutos; maior que o de março, de 90 horas e 33 minutos. Em abril de 2016, o tempo era de 96 horas e 26 minutos.

Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em abril, 46,09% do salário mínimo para adquirir os mesmos produtos que, em março, demandavam 47,64%. Em abril de 2016, o percentual foi de 47,64%.

 

Comportamento dos preços e produtos da cesta

 

O DIEESE verificou que entre março e abril houve predominância de alta no preço do tomate e da batata pesquisados na região Centro-Sul. Óleo de soja e arroz tiveram redução média de valor na maior parte das cidades.

O tomate registrou aumento em 27 cidades em abril. As altas variaram entre 5,61%, em Belém e 64,69%, em Porto Alegre. Em 12 meses, foram registradas altas em 22 cidades, com destaque para Florianópolis (52,29%), Salvador (45,11%) e Porto Alegre (41,16%). As retrações mais expressivas ocorreram em Belém (-24,92%), Macapá (-11,15%) e Goiânia (-8,25%). O fim da colheita da safra de verão e o clima mais ameno, que diminuiu o tempo de maturação do tomate da safra de inverno que se inicia, foram os fatores que reduziram a oferta e elevaram o valor do fruto no varejo.

Segundo o DIEESE, em abril, o preço do café aumentou em 21 cidades. O mesmo ocorreu em Santa Rita do Sapucaí (+4,91%) e Pouso Alegre (+4,26%). Em Itajubá este item apresentou queda (-0,30%). Em 12 meses, todas as cidades mostraram altas que variaram entre 11,42%, em Florianópolis, e 45,73%, em Goiânia. Apesar de os valores dos grãos robusta e arábica estarem sendo negociados com valores mais baixos, houve elevação no preço do café em pó no varejo, seguindo a trajetória de alta dos meses anteriores.

O DIEESE divulgou que o leite, que se encontra em entressafra, mostrou aumento de preço em 20 cidades, em abril. Através da pesquisa da FAI, o mesmo pode ser identificado em Itajubá (+4,52%). Em Santa Rita do Sapucaí (-0,96%) e Pouso Alegre (-2,51%) apresentaram queda no preço do leite em relação ao mês de Março. Em 12 meses, o leite aumentou em 26 cidades e ficou estável em Vitória.

Segundo o DIEESE em abril, o preço da manteiga aumentou em 19 cidades. O mesmo comportamento pode ser observado apenas em Santa Rita do Sapucaí (+1,40%). Em Pouso Alegre (-13,16%) e Itajubá (-5,90%) o cenário foi de queda no preço da manteiga. Em 12 meses, o preço médio do produto acumulou alta em todas as capitais e oscilou entre 12,70%, em Manaus, e 64,61%, em Goiânia.

O DIEESE constatou que preço do óleo de soja diminuiu em 26 capitais, em abril. O mesmo comportamento pode ser observado nas cidades pesquisadas pela FAI: Itajubá (-12,08%), Pouso Alegre (-11,18%) e Santa Rita do Sapucaí (-19,90%). Em 12 meses, o valor cresceu em 16 localidades, com taxas entre 0,71%, em Palmas, e 14,68%, em Fortaleza. As quedas acumuladas mais expressivas ocorreram em Campo Grande (-6,83%) e Vitória (-4,49%). Oferta elevada da soja e baixa demanda dos derivados reduziu o preço do óleo de soja no varejo.

Segundo o DIEESE, o preço O preço do arroz diminuiu em 23 cidades, em abril. Esse comportamento também pôde ser identificado em Itajubá (-6,83%) e Pouso Alegre (-1,84%). Em Santa Rita do Sapucaí (+0,06%) houve aumento no preço. Em 12 meses, todas as cidades mostraram alta, com taxas que variaram entre 2,84%, em Belém e 19,48%, em Fortaleza. As indústrias estiveram com os estoques abastecidos e a baixa demanda dos centros consumidores, fez com que o preço do arroz diminuísse em abril.

A tabela a seguir apresenta uma síntese da pesquisa da FAI e das comparações feitas nesse relatório:

  ITAJUBÁ POUSO ALEGRE SANTA RITA DO SAPUCAÍ
PREÇO DA CESTA DA FAI R$ 969,95 R$972,01 R$877,12
PERCENTUAL CORRESPONDENTE AO SALÁRIO MÍNIMO 103,52% 103,74% 93,61%
VARIAÇÃO DO MÊS 04/2017 +0,83% -0,40% -0,97%
VARIAÇÂO ANUAL (Abril 2016 / Abril 2017) +0,09% +5,10% +1,48%
ITENS COM MAIOR INFLAÇÃO

Alho (+47,56%)

Batata (+33,85%)

Água sanitária (+19,53%)

Batata (+14,93%)

Batata (+18,56%)

Papel higiênico (+17,49%)

ITENS COM MAIOR INFLAÇÃO ANUAL

Café (+29,29%)

Tomate (+24,85%)

Farinha de mandioca (+34,11%)

Margarina (+32,09%)

Papel higiênico (+35,71%)

Margarina (+31,40%)

ITENS COM MAIOR DEFLAÇÃO

Farinha de trigo (-13,44%)

Margarina (-13,16%)

Papel higiênico (-13,58%)

Tomate (-13,12%)

Açúcar (-21,83%)

Óleo de soja (-19,90%)

ITENS COM MAIOR DEFLAÇÃO ANUAL

Cebola (-56,97%)

Batata (-54,83%)

Cebola (-42,42%)

Feijão (-35,17%)

Cebola (-59,83%)

Batata (-58,21%)

IPCA +0,14%

 

 
IPCA ACUMULADO +4,08%  

DIEESE

VARIAÇÃO DA CESTA DE SP, BH e RJ

SP (+2,51%)

BH (+3,06%)

RJ (+3,99%)

 

DIEESE

VARIAÇÃO ANUAL DA CESTA DE SP, BH e RJ

SP (+0,87%)

BH (-0,47%)

RJ (+3,35%)

   
         

 

GPE - Grupo de Pesquisas Econômicas da FAI: Bruna de Cássia Couto, aluna do 4º ano Administração e Prof. Vinícius Montgomery de Miranda

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