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Chega ao mercado o quarto livro do professor da FAI Jaci Alvarenga: Charuto Cubano 

Em 1993, no Rio de Janeiro, um amigo sugeriu-lhe que colocasse suas experiências profissionais em um livro. Era o tempo da Qualidade Total, Reengenharia. Mas foi em Santa Rita do Sapucaí, o seu despertar para a literatura, onde encontrou um ambiente fértil proporcionado pela cultura empreendedora do Vale da Eletrônica e pelas suas vivências ─ acadêmica ─ como professor da FAI e ─ empresarial ─ como consultor de empresas.

Foi neste contexto que o professor Jaci Alvarenga fez sua imersão pelo universo literário e hoje já contabiliza quatro livros publicados. Seus dois primeiros livros Teoria J - uma abordagem ousada sobre empreendedorismo e Empreendedorismo: dilemas, fatos, fachadas e os mistérios da vida retratam o universo do empreendedorismo.

Já em Servos Modernos – Revolucionários Silenciosos, ele ingressa na literatura realista e propõe o debate crítico. E agora, com o sugestivo título Charuto Cubano, ele retrata o caos político do País por meio de diálogos entre as personagens.

 O professor concedeu-nos entrevista para falar do seu último trabalho, lançado nesta semana em Santa Rita do Sapucaí. Abaixo, fragmentos da entrevista:

Qual é a temática e o estilo literário deste novo projeto editorial?    

Charuto cubano surgiu de uma simples ideia: descrever colóquios de um grupo social. A escolha dos assuntos recaiu sobre o quadro político do País, além de outros temas que necessitam de um debate mais amplo por parte da sociedade, tais como: corrupção, evergetismo, cultura, alcoolismo, violência doméstica e cinismo social. Desenvolvi a obra por meio da reprodução de conversas das personagens sobre estes assuntos. Pareceu-me mais fácil transpor a narrativa, inicialmente em prosa, para diálogos, similar ao estilo das peças teatrais. Portanto, reforço com a seguinte explicação: não sou dramaturgo e pouco entendo desta forma de arte. Simplesmente criei um argumento, imaginei as cenas e inseri as palavras nas falas de cada personagem. Em suma, esta obra não se destina à produção teatral. Diria que o estilo literário é uma "experimentação" na dramaturgia, conforme o classificou o jornalista Evandro Carvalho, do Jornal Vale da Eletrônica.

O livro discorre sobre problemas do País, do mesmo modo quando participamos de discussões em um grupo social. A diferença, aqui, diz respeito à homogeneidade do grupo em suas convicções políticas e sociais. O livro reproduz a realidade do sujeito diante da vida, por assim dizer, pois os indivíduos discutem tudo o que ouvem e leem, cada qual com seus pontos de vistas, sejam eles convergentes ou divergentes. 

Ficção e realidade se entrelaçam?

Sim, mas sob o véu, por exemplo, das figuras de linguagens, das caricaturas etc.

Por que o título?

Um dos personagens se chama Castro. Daí, criei um bordão mais ou menos assim "...acham que quem pita charuto cubano tem ideias retrógradas...". Por fim, fiz uma singela homenagem a Fidel.

Você tem um ritmo de trabalho intenso, visto que o seu último livro foi lançado em outubro do ano passado. Você é disciplinado no processo de criação?

Na execução do meu trabalho, adoto um planejamento espartano, incluindo várias ações. E a meta é escrever um livro por ano. Entretanto, há de se incluir que o registro da obra na Biblioteca Nacional leva seis meses. O processo todo demora, em média, dezoito meses, entre escrever, revisões parciais, revisão final, editora (capa, diagramação etc.). Parece que a obra foi escrita em pouco tempo, porque desenvolvo dois projetos literários ao mesmo tempo.

Fale de sua evolução como escritor desde a primeira publicação até este livro. 

O primeiro livro é um caso de amor e ódio. Amor, pois você realizou o sonho e ódio, porque você descobre falhas e outros contrapontos. Agora, quem julga a sua evolução são os leitores. Tenho recebido retornos positivos e muito me alegro, pois são leitores contumazes e que sabem fazer a crítica com isenção. 

capa charuto cubano release

Charuto Cubano

Editora Multifoco

Rio de Janeiro 

117 páginas

Valor: R$ 40,00-  R$ 35,00 para alunos e ex-alunos FAI

Locais de venda: direto com o autor, no Armazém Andery (Praça Santa Rita) e no site da editora: editoramultifoco.com.br/loja/product/charuto-cubano/

Contato com o autor: 35   9 8414 5756

 

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