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Índice de Preços ao Consumidor Santarritense (IPCS), Índice de Preços ao Consumidor Pouso-alegrense (IPCP) e Índice de Preços ao Consumidor Itajubense (IPCI) – Setembro de 2017.

Com o objetivo de orientar as decisões de consumo do cidadão, a FAI - Centro de Ensino Superior em Gestão, Tecnologia e Educação, apresenta mensalmente as principais variações de preços de uma Cesta composta de 36 itens em Santa Rita do Sapucaí, Pouso Alegre e Itajubá, divididos em quatro grupos: alimentação, limpeza doméstica, higiene pessoal e transportes. A pesquisa ocorre em dois supermercados e dois postos de combustíveis em Santa Rita do Sapucaí e em três supermercados e três postos de combustíveis em Pouso Alegre e Itajubá, bem como nas empresas de transporte urbano de cada cidade. Esse relatório apresenta uma análise comparativa da evolução dos preços da Cesta das três cidades no mês de Setembro de 2017.

  1. Análise do IPCS:
Período Taxa
Setembro +0,62%
Agosto -4,04%
Setembro de 2016 -1,68%
Acumulado nos 12 meses -1,48%
Acumulado nos 12 meses do período anterior -3,73%

Em Setembro, o Índice de Preços ao Consumidor Santarritense – IPCS apresentou uma inflação de +0,62%. O valor total da Cesta da FAI para o município alcançou o valor de R$ 881,78, alta de R$ 5,41 em relação à Cesta do mês de Agosto. Comparando-se o custo da Cesta da FAI para Santa Rita do Sapucaí com o Salário Mínimo de 2017 (R$ 937,00), verifica-se que a cesta equivale a 94,11% do mesmo. A inflação acumulada pelo IPCS nos últimos 12 meses, de Setembro de 2016 a Setembro de 2017, alcançou –1,48%.

O grupo alimentação apresentou uma inflação média de +1,29%. Os principais produtos que apresentaram alta em seus preços foram: a batata (+14,49%), o tomate (+12,94%), a cebola (+10,48%), o café (+6,30%) e os ovos (+5,60%).  Entre os itens desse grupo que ficaram mais baratos destacam-se: a farinha de trigo (-5,94%), o arroz (-0,02%).

O grupo limpeza doméstica apresentou uma inflação de +1,01%. Três itens desse grupo apresentaram alta no mês de setembro, sendo eles: Água Sanitária (+2,08%), detergente (+1,45%), sabão em pó (+0,73). O sabão em barra (0,00%) não apresentou alteração nos preços para o período.

No grupo produtos de higiene foi apurada uma deflação de -2,47%. Os itens que contribuíram para esse resultado foram o papel higiênico (-14,14%) e o sabonete (-0,26%). Os demais itens apresentaram inflação: absorvente (+4,41%), xampu (+1,79%), creme dental (+0,80%) e o desodorante (+0,29%).

O grupo transportes apresentou uma inflação de +0,17%. Os itens desse grupo que apresentaram alta foram o etanol (+0,34%) e a gasolina (+0,25%). Os reajustes de combustíveis se devem à nova política de preços da Petrobrás de reajustar preços toda semana em função dos preços do petróleo. O vale transporte não apresentou alteração no mês de Setembro.

Os índices acumulados para os quatro grupos pesquisados pela Cesta da FAI para a cidade são: -4,25% no grupo alimentação; -0,58% no grupo limpeza doméstica; -0,56% em produtos de higiene e +7,76% nos transportes.

 

  • Análise do IPCP:

 

Período Taxa
Setembro +0,87%
Agosto -3,57%
Setembro de 2016 +0,55%
Acumulado nos 12 meses +4,07%
Acumulado nos 12 meses dos meses anteriores +3,18%

Em Setembro de 2017, o Índice de Preços ao Consumidor Pouso-alegrense – IPCP apresentou uma inflação de +0,87%. O valor total da Cesta da FAI para o município de Pouso Alegre foi de R$982,09, o que corresponde a 104,81% do Salário Mínimo para o ano de 2017 (R$937,00). O valor da Cesta apresentou aumento de R$ 8,44 em relação ao mês de Agosto. A inflação acumulada pelo IPCP nos últimos 12 meses, de Setembro de 2016 até Setembro de 2017, alcançou +4,07 %.

O grupo alimentação apresentou uma alta média de preços de +1,42%. Os alimentos que apresentaram maior elevação em seus preços foram: o tomate (+10,85%), os sucos (+10,06%), a batata (+7,58%), o biscoito de maisena (+6,89%) e o açúcar (+4,71%). Dentre os itens que apresentaram deflação destacam-se: a farinha de trigo (-3,61%) e o feijão (-3,49%). A carne, importante item da lista apresentou inflação de +0,55%.

O grupo limpeza doméstica encerrou o mês de Setembro com uma inflação média de +0,29%. Os itens que contribuíram para esse resultado foram o detergente (+6,62%) e o sabão em barra (+0,11%). Os itens do grupo que apresentaram redução de preços foram: a água sanitária (-4,95%) e o sabão em pó (–0,27%).

O grupo produtos de higiene apresentou uma deflação de -0,14% no mês de Setembro de 2017. Os itens que apresentaram alta nos preços foram o creme dental (+1,37%), o papel higiênico (+0,51%), o xampu (+0,34%) e sabonete (+0,08%). Os demais itens apresentaram queda nos preços: desodorante (-1,37%) e absorvente (-1,36%).

O grupo transporte apresentou uma inflação de +0,13% no mês de Setembro de 2017. O etanol (+0,58%) e a gasolina (+0,13%) foram os itens que contribuíram para este resultado. Os reajustes de combustíveis se devem à nova política de preços da Petrobrás de reajustar preços toda semana em função dos preços do petróleo. O vale transporte não apresentou alteração nos preços.

A inflação acumulada em um ano, entre Setembro de 2016 a Setembro de 2017, em cada grupo da Cesta da FAI para Pouso Alegre apresenta os seguintes resultados: alimentação (-1,14%), limpeza doméstica (-3,38%); produtos de higiene (+11,37%) e transporte (+15,79%).

 

  • Análise do IPCI:

 

Período Taxa
Setembro +0,25%
Agosto -2,65%
Setembro de 2016 -0,07%
 Acumulado nos 12 meses -1,39%
Acumulado nos 12 meses no período anterior -2,73%

O Índice de Preços ao Consumidor Itajubense – IPCI apresentou no mês de Setembro de 2017 apresentou uma inflação de +0,25%. O valor total da Cesta da FAI para o município foi de R$ 979,09, alta de R$ 2,45 em relação à cesta de Agosto de 2017. Comparando-se o custo da Cesta de Itajubá com o Salário Mínimo de 2017 (R$937,00), verifica-se que a mesma equivale a 104,49% deste. O índice acumulado no período de um ano, entre Setembro de 2016 a Setembro de 2017, para a cidade de Itajubá foi de -1,39%.

Em Itajubá, o grupo alimentação apresentou uma queda média de preços de -0,17%. Entre os alimentos que apresentaram preços em alta, destacam-se: a batata (+18,80%), o leite (+7,14%), os sucos (+5,44%), a farinha de trigo (+3,24%) e os ovos (+2,95). Os principais produtos que apresentaram queda em seus preços foram: a carne (-4,09%), o extrato de tomate (-0,67%), o açúcar (-0,39%), o óleo de soja (-0,23%) e o café (-0,20%).

O grupo limpeza doméstica apresentou inflação de +1,45%. Os itens que contribuíram para esse resultado foram o detergente (+3,11%), o sabão em pó (+1,80%) e a água sanitária (+0,28%). O sabão em barra apresentou deflação de (-0,27%).

O grupo produtos de higiene apresentou inflação de +2,42%. Os itens que contribuíram para este resultado foram o desodorante (+5,63%), o papel higiênico (+4,11%), o creme dental (+1,78%), o absorvente (+1,61%) e o sabonete (+0,30%). O xampu apresentou queda (-1,13%) no mês de setembro.

O grupo transportes apresentou inflação de +0,11%. Os preços do etanol (+0,35%) e da gasolina (+0,21%) apresentaram alta no mês de Setembro de 2017 enquanto o preço do vale transporte não alterou para este período. Os reajustes de combustíveis se devem à nova política de preços da Petrobrás de reajustar preços toda semana em função dos preços do petróleo.

A inflação acumulada em cada grupo da Cesta da FAI para Itajubá, no período entre Setembro de 2016 a Setembro de 2017, foi a seguinte: -5,86% para o grupo alimentação, +3,10% para o grupo limpeza doméstica, +5,02% para o grupo produtos de higiene e +6,29% para o grupo transportes.

 

  • Comparação com o IPCA

 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA do mês de setembro ficou em 0,16%. No ano, o índice acumula 1,78%, bem abaixo dos 5,51% registrados em igual período do ano passado, sendo o menor acumulado no ano registrado em um mês de setembro desde 1998 (1,42%). Considerando os últimos doze meses o índice ficou em 2,54%, resultado superior aos 2,46% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em setembro de 2016, o IPCA havia registrado variação de 0,08%.

Comparando os dados do IPCA com a pesquisa da cesta da FAI, observa-se que o índice de inflação em Pouso Alegre (+0,87%), Santa Rita do Sapucaí (+0,62%) e Itajubá (+0,25%) são superiores ao IPCA (+0,16%). Com relação ao índice acumulado Santa Rita do Sapucaí (-1,48%) e Itajubá (-1,39%) apresentam inflação acumulada menor do que a inflação nacional (+1,78%), já Pouso Alegre (+4,07%) apresenta variação bem superar à registrada pelo IPCA nacional.

Comparação com a Cesta do DIEESE

 Em setembro, o custo do conjunto de alimentos essenciais apresentou queda em 20 das 21 cidades onde o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos.

As reduções mais expressivas foram registradas no Nordeste: Maceió (-5,22%), Fortaleza (-4,85%), João Pessoa (-4,62%), Salvador (-4,09%), São Luís (-3,97%) e Natal (-3,64%). A única alta foi observada em Campo Grande (1,17%).

Porto Alegre foi a cidade com a cesta mais cara (R$ 436,68), seguida por São Paulo (R$ 421,02) e Florianópolis (R$ 419,17). Os menores valores médios foram observados em Salvador (R$ 318,52), Natal (R$ 323,90) e Recife (R$ 328,63).

Em 12 meses, o valor da cesta apresentou redução em todas as cidades pesquisadas. As taxas negativas variaram entre -19,11%, em Cuiabá, e -5,19%, em Goiânia.

Entre janeiro e setembro de 2017, o custo da cesta diminuiu em todas as capitais, com destaque para as do Centro-Oeste: Cuiabá (-13,91%), Campo Grande (-11,96%) e Brasília (-11,28%).

Com base na cesta mais cara, que, em setembro, foi a de Porto Alegre, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em setembro de 2017, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.668,55, ou 3,92 vezes o mínimo de R$ 937,00. Em agosto de 2017, o piso mínimo necessário correspondeu a R$ 3.744,83, ou 4,00 vezes o mínimo vigente. Em setembro de 2016, o salário mínimo necessário foi de R$ 4.013, 08 ou 4,56 vezes o piso em vigor, que equivalia a R$ 880, 00.

Em setembro de 2017, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 86 horas e 32 minutos, menor que o de agosto, quando ficou em 88 horas e 35 minutos. Em setembro de 2016, o tempo era de 103 horas e 31 minutos.

Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em setembro, 42,75% do salário mínimo para adquirir os mesmos produtos que, em agosto, demandavam 43,76%. Em setembro de 2016, o percentual foi de 51,15%.

Comportamento dos preços e produtos da cesta

O DIEESE verificou que entre agosto e setembro, houve predominância de queda nos preços dos produtos da cesta, com destaque para: farinha de mandioca, pesquisada no Norte e Nordeste; batata, coletada na região Centro-Sul; tomate, feijão, açúcar e café em pó.

Segundo o DIESSE em setembro, o preço do quilo da farinha de mandioca diminuiu em todas as capitais onde é pesquisada. Esse mesmo comportamento pode ser observado em Itajubá queda de -0,47%. Em Santa Rita do Sapucaí (+0,37%) e Pouso Alegre (+0,24%) este produto apresentou alta. Apesar da baixa oferta da mandioca em setembro, a farinha seguiu com diminuição de preço no varejo.

Segundo o DIEESE, em setembro, a batata apresentou diminuição de preço em nove das 11 cidades onde é pesquisada. O contrário ocorreu nas cidades onde ocorreram as pesquisas da FAI. Em Itajubá (+18,80%), Santa Rita do Sapucaí (+14,49%) e Pouso Alegre (+7,58%), apresentando elevação em seus preços.

O DIEESE divulgou que o preço do feijão caiu em todas as cidades. Através da pesquisa da FAI, pode-se observar que este produto apresentou o mesmo comportamento em Pouso Alegre (-3,49%). Em Itajubá (+1,89%) e Santa Rita do Sapucaí (+0,35%) este produto apresentou alta. Houve oferta elevada do grão carioca resultante da safra irrigada. No caso do feijão preto, a importação, a produção nacional e a demanda retraída explicaram o abastecimento do mercado interno. Como consequência, os preços no varejo dos dois tipos do grão diminuíram.

Segundo o DIEESE, no mês de setembro, o preço do tomate diminuiu em 20 cidades. Em Itajubá (0,00%) este produto não apresentou alteração para o período e nas demais cidades pesquisadas pela FAI houve alta nos preços: Santa Rita do Sapucaí (+12,94%) e Pouso Alegre (+10,85%).

O DIEESE constatou que o preço do açúcar diminuiu em 19 cidades. Das cidades pesquisadas pela FAI o produto apresentou o mesmo comportamento de alta nos preços Pouso Alegre (+4,71%). Em Santa Rita do Sapucaí (0,00%) os preços foram mantidos em relação ao mês anterior e em Itajubá (-0,39%) houve queda. A maior quantidade de cana destinada à produção de açúcar elevou a oferta e diminuiu o valor do varejo.

Segundo o DIEESE, o quilo do café em pó diminuiu em 19 cidades. Esse comportamento também pôde ser identificado em Itajubá (-0,20%). Em Santa Rita do Sapucaí (+6,30%) e Pouso Alegre (+1,60%) houve aumento nos preços. A redução do valor no mercado internacional fez com que as cotações internas e o ritmo de negociação do café diminuíssem, o que também teve impacto no preço do varejo.

A tabela a seguir apresenta uma síntese da pesquisa da FAI e das comparações feitas nesse relatório:

  ITAJUBÁ POUSO ALEGRE SANTA RITA DO SAPUCAÍ
PREÇO DA CESTA DA FAI R$ 979,09 R$982,09 R$881,78
PERCENTUAL CORRESPONDENTE AO SALÁRIO MÍNIMO 104,49% 104,81% 94,11%
VARIAÇÃO DO MÊS 09/2017 +0,25% +0,87% +0,62%
VARIAÇÂO ANUAL (Setembro 2016 / Setembro 2017) -1,39% +4,07% -1,48%
ITENS COM MAIOR INFLAÇÃO

Batata (+18,80%)

Leite (+7,14%)

Tomate  (+10,85%)

Sucos (+10,06%)

Batata (+14,49%)

Cebola (+10,48%)

ITENS COM MAIOR INFLAÇÃO ANUAL

Absorvente (+101,33%)

Água sanitária (+20,09%)

Cebola (+52,70%)

Papel higiênico (+36,33%)

Cebola (+58,26%)

Margarina (+39,35%)

ITENS COM MAIOR DEFLAÇÃO

Carne (-4,09%)

Xampu (-1,13%)

Farinha de trigo (-3,61%)

Feijão (-3,49%)

Papel higiênico (-14,14%)

Farinha de trigo (-5,94%)

ITENS COM MAIOR DEFLAÇÃO ANUAL

Feijão (-56,57%)

Tomate (-40,55%)

Tomate (-45,51%)

Açúcar (-35,56%)

Feijão (-57,56%)

Tomate (-32,63%)

IPCA +0,16%    
IPCA ACUMULADO +1,78%  

DIEESE

VARIAÇÃO DA CESTA DE SP, BH e RJ

SP (-2,46%)

BH (-0,88%)

RJ (-0,04%)

 

DIEESE

VARIAÇÃO ANUAL DA CESTA DE SP, BH e RJ

SP (-10,72%)

BH (-14,17%)

RJ (-9,15%)

   
         

Execução: GPE - Grupo de Pesquisas Econômicas da FAI: aluna do curso de Administração Bruna de Cássia Couto, sob a coordenação do professor Vinícius Montgomery de Miranda

pibid

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