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Professora da FAI defende dissertação de mestrado na PUC-SP 

foto Rosemy

A professora Rosemy Aparecida Mendonça Villela é a mais nova mestra da FAI. Ela defendeu sua dissertação de mestrado em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem com o título  Sobre Mães e Filhos: Discurso, Fantasia e Impasses na Constituição Subjetiva na PUC/SP em fevereiro deste ano. Participaram da banca os professores doutores: Maria Francisca de Andrade Ferreira Lier de Vitto (orientadora), Juliana Ferreira Marcolino Galli (Unicentro - Paraná) e Lourdes Maria de Andrade Pereira (PUC-SP).

Segundo a professora, o estudo originou de suas inquietações resultantes dos entrecruzamentos de caminhos que compõem sua trajetória pessoal, profissional e acadêmica. Detalha: “Nele, o foco está dirigido para a problemática envolvida na relação mãe-filho. Quando uma criança nasce saudável, sem malformação ou privação sensorial, os pais encontram-se, geralmente, em condições mais favoráveis para sustentar o conjunto de representações implicadas no nascimento de um filho. Acidentes podem incidir de forma perturbadora nesse conjunto e produzir ali uma “ferida”. Em muitos casos, há desinvestimento dos pais na criança, que pode ficar marcada pelo signo de patologia”.

Para desenvolver sua pesquisa, Rosemy fez um mergulho na teoria psicanalítica sobre o assunto. “Neste âmbito teórico, a linguagem tem papel determinante na estruturação do sujeito. Admite-se sua anterioridade lógica em relação à chegada do bebê ao mundo e que, sendo assim, a criança, é “capturada” pela linguagem, i.e., nas redes imaginárias e simbólicas do Outro que, inclusive, precedem sua chegada. Nesta dissertação dá-se reconhecimento à hipótese do inconsciente, introduzida por Freud (1900) e à consequente teorização sobre o sujeito, desenvolvida por Jacques Lacan em sua obra. Entende-se, assim, que a relação criança-língua-outro é solo da aquisição da linguagem e da constituição do sujeito (LEMOS, 1992). A Psicanálise problematiza de forma vertical a relação mãe-criança e joga luz sobre o conflito implicado na ideia de “captura da criança pelo outro-falante”.

Sobre as contribuições de seu estudo, a professora destaca: “Este trabalho contribui, assim, para o entendimento de situações em que “algo não vai bem”: situações que se resolvem em quadros clínicos complexos ou em relações difíceis. Esta dissertação reflete uma formação impulsionada pelos estudos no campo da Clínica de Linguagem, liderada e construída por Maria Francisca Lier-DeVitto, no LAEL-PUCSP, em que se desenvolve uma direção original de teorização e pesquisa focadas nas patologias de linguagem”.

Para desenvolver sua pesquisa, a professora contou com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), agência do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), que tem como principais atribuições fomentar a pesquisa científica e tecnológica e incentivar a formação de pesquisadores brasileiros.

A professora leciona nos cursos de Administração, Pedagogia e Sistema de Informação da FAI.

pibid

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