Índice de Preços ao Consumidor Santarritense (IPCS), Índice de Preços ao Consumidor Pouso-alegrense (IPCP) e Índice de Preços ao Consumidor Itajubense (IPCI) – Julho de 2018
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Índice de Preços ao Consumidor Santarritense (IPCS), Índice de Preços ao Consumidor Pouso-alegrense (IPCP) e Índice de Preços ao Consumidor Itajubense (IPCI) – Julho de 2018

Com o objetivo de orientar as decisões de consumo do cidadão, a FAI - Centro de Ensino Superior em Gestão, Tecnologia e Educação, apresenta mensalmente as principais variações de preços de uma Cesta composta de 36 itens em Santa Rita do Sapucaí, Pouso Alegre e Itajubá, divididos em quatro grupos: alimentação, limpeza doméstica, higiene pessoal e transportes. A pesquisa ocorre em dois supermercados e dois postos de combustíveis em Santa Rita do Sapucaí e em três supermercados e três postos de combustíveis em Pouso Alegre e Itajubá, bem como nas empresas de transporte urbano de cada cidade. Esse relatório apresenta uma análise comparativa da evolução dos preços da Cesta das três cidades no mês de Julho de 2018.

1)Análise do IPCS:

Período Taxa
Julho -0,09%
Junho +2,36%
Julho de 2017 +0,72%
Acumulado nos últimos 12 meses +0,67%
Acumulado nos 12 meses do período anterior +1,48%

Em Julho, o Índice de Preços ao Consumidor Santarritense – IPCS apresentou uma deflação de -0,09%. O valor total da Cesta da FAI para o município alcançou o valor de R$ 919,36, queda de R$ 0,81 em relação à Cesta do mês de Junho. Comparando-se o custo da Cesta da FAI para Santa Rita do Sapucaí com o Salário Mínimo de 2018 (R$ 954,00), verifica-se que a cesta equivale a 96,37% do mesmo. A inflação acumulada pelo IPCS nos últimos 12 meses, de Julho de 2017 a Julho de 2018, alcançou +0,67%.

O grupo alimentação apresentou uma deflação média de -0,04%. Os principais produtos que apresentaram queda em seus preços foram: a cebola (-41,67%), o alho (-16,32%) a batata (-15,77%), o feijão (-12,26%) e o tomate (-11,67%).  Entre os itens desse grupo que ficaram mais caros destacam-se: o leite (+7,96%), a farinha de trigo (+7,01), o suco (+5,32%) e o arroz (+3,20%).

O grupo limpeza doméstica apresentou uma inflação de 0,57%. Três itens desse grupo apresentaram aumentos no mês de julho, sendo eles: detergente (+2,16%), sabão em barra (+1,83%), e água sanitária (+0,50%). O produto que apresentou queda foi o sabão em pó (-0,61%).

No grupo produtos de higiene foi apurada uma deflação de -0,73%. Os itens que contribuíram para esse resultado foram o creme dental (-8,54%), o absorvente (-4,26%) e o xampu (-1,06%). Os itens que apresentaram aumento no preço foram o papel higiênico (+3,81%) e o sabonete (+2,02%). O desodorante não apresentou variação de preço no mês de julho.

O grupo transportes apresentou uma deflação de -0,03%. O item desse grupo que apresentou queda de preço foi o etanol (-0,15%). A gasolina e o vale transporte não apresentaram alteração no mês de julho.

Os índices acumulados para os quatro grupos pesquisados pela Cesta da FAI para a cidade são: -2,54% no grupo alimentação; -3,64% no grupo limpeza doméstica; -6,35% em produtos de higiene e +16,28% nos transportes.

2)Análise do IPCP:

Período Taxa
Julho +0,69
Junho +0,67
Julho de 2017 +1,25%
Acumulado nos últimos 12 meses -2,08%
Acumulado nos 12 meses do mês anterior -1,54%

Em Julho de 2018, o Índice de Preços ao Consumidor Pouso-alegrense – IPCP apresentou uma inflação de 0,69%. O valor total da Cesta da FAI para o município de Pouso Alegre foi de R$988,70, o que corresponde a 103,64% do Salário Mínimo para o ano de 2018 (R$954,00). O valor da Cesta apresentou aumento de R$ 6,76 em relação ao mês de Junho. A inflação acumulada pelo IPCP nos últimos 12 meses, de Julho de 2017 até Julho de 2018, foi de -2,08 %.

O grupo alimentação apresentou uma alta média de preços de +1,11%. Os alimentos que apresentaram maior elevação em seus preços foram: o leite (+9,47%), o refrigerante (+4,73%), a batata (+4,62%), e o macarrão (+4,03%). Dentre os itens que apresentaram deflação destacam-se: a cebola (-36,75%), o feijão (-5,62%), o açúcar (-5,00%), e a maionese (-4,42%).

O grupo limpeza doméstica encerrou o mês de Julho com uma inflação média de +4,12%. Os itens da lista apresentaram inflação foram: sabão em barra (+8,37%), sabão em pó (+3,90%), detergente (+3,60%) e água sanitária (+2,05%). Nenhum item do grupo apresentou deflação no mês de Julho.

O grupo produtos de higiene apresentou uma deflação de -0,66% no mês de Julho de 2018. Os itens que apresentaram queda nos preços foram: o sabonete (-3,01%), o xampu (-2,76%), o absorvente (-0,35%) e o desodorante (-0,30%). Os itens que apresentaram altas em seus preços foram o creme dental (+2,61%) e o papel higiênico (+0,47%).

O grupo transporte apresentou uma deflação de -0,16% no mês de Julho de 2018. O item que contribuiu para este resultado foi etanol (-5,98%). A gasolina apresentou aumento de preço (+2,95%) e o vale transporte não apresentou alteração nos preços.

A inflação acumulada em um ano, entre Julho de 2017 a Julho de 2018, em cada grupo da Cesta da FAI para Pouso Alegre apresenta os seguintes resultados: alimentação (-2,43%), limpeza doméstica (+2,11%); produtos de higiene (-11,58%) e transporte (+2,28%).

3) Análise do IPCI

Período Taxa
Julho +1,79%
Junho +2,82%
Julho de 2017 +0,59%
 Acumulado nos 12 meses +0,11%
Acumulado nos 12 meses no período anterior -1,06%

O Índice de Preços ao Consumidor Itajubense – IPCI apresentou no mês de Julho de 2018 apresentou uma inflação de +1,79%. O valor total da Cesta da FAI para o município foi de R$ 1.004,35, aumento de R$17,63 em relação à cesta de Junho de 2018. Pela primeira vez o valor da Cesta para a cidade ultrapassa a marca de R$ 1 mil. Comparando-se o custo da Cesta de Itajubá com o Salário Mínimo de 2018 (R$954,00), verifica-se que a mesma equivale a 105,28% deste. O índice acumulado no período de um ano, entre o mês Julho de 2017 a Julho de 2018, para a cidade de Itajubá foi de +0,11%.

Em Itajubá, o grupo alimentação apresentou um aumento médio de preços de +3,28%. Entre os alimentos que apresentaram altas de preços, destacam-se: a batata (+14,35%), o leite (+14,35%), o alho (+12,55%) e o tomate (+9,45%). Os principais produtos que apresentaram queda em seus preços foram: a cebola (-37,21%), o feijão (-10,04%), o extrato de tomate (-2,96%), e o biscoito de maisena (-1,44%).

O grupo limpeza doméstica apresentou inflação de +1,75%. Os itens que contribuíram para esse resultado foram: o detergente (+2,54%), o sabão em pó (+2,04%), a água sanitária (+1,21%) e o sabão em barra (+0,83%). Nenhum item deste grupo apresentou deflação.

O grupo produtos de higiene apresentou inflação de +0,82%. Os itens que contribuíram para este resultado foram: o sabonete (+5,88%), o creme dental (+4,68%), e o papel higiênico (+2,88%). Os produtos que apresentaram deflação foram: o absorvente (-5,61%), o desodorante (-1,80%) e o xampu (-0,63%).

O grupo transportes apresentou deflação de -1,10%. Os itens que contribuíram para este resultado foram: etanol (-3,24%) e a gasolina (-2,03%). O vale transporte não apresentou alteração nos preços.

A inflação acumulada em cada grupo da Cesta da FAI para Itajubá, no período entre Julho de 2017 a Julho de 2018, foi a seguinte: -0,06% para o grupo alimentação, +0,59% para o grupo limpeza doméstica, -5,58% para o grupo produtos de higiene e +2,85% para o grupo transportes.

4) Comparação com o IPCA

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA do mês de julho de 2018 ficou em 0,33%, bem abaixo do valor de 1,26% registrado em junho. No acumulado do ano, o IPCA registrou 2,94%. Na ótica dos últimos doze meses, o índice ficou em +4,48%, enquanto havia registrado +4,39% nos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2017, a taxa atingiu -0,24%.

Comparando os dados do IPCA com a pesquisa da cesta da FAI, observa-se que o índice de inflação em Santa Rita do Sapucaí (-0,09%) foi inferior ao IPCA (+0,33%). Em Itajubá (+1,79%) e Pouso Alegre (+0,69%), os índices IPCI e IPCP ficaram acima da variação do IPCA. Com relação ao índice acumulado nos últimos 12 meses, Pouso Alegre (-2,08%), Itajubá (+0,11%) e Santa Rita do Sapucaí (+0,67%) apresentam inflação menor do que a nacional (+4,48%) registrada pelo IPCA nacional.

Comparação com a Cesta do DIEESE

O custo do conjunto de alimentos essenciais diminuiu em 19 capitais, segundo os dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).

As reduções mais expressivas foram registradas em Cuiabá (-8,67%), São Luís (-6,14%), Brasília (-5,49%), Belém (-5,38), Rio de Janeiro (-5,32%) e Curitiba (-5,12%). A alta foi verificada em Goiânia (0,16%).

A cesta mais cara foi a de São Paulo (R$ 437,42), seguida pela de Porto Alegre (R$ 435,02) e Rio de Janeiro (R$ 421,89). Os menores valores médios foram observados em Salvador (R$ 321,62), São Luís (R$ 336,67) e Natal (R$ 341,09).

Em 12 meses, entre julho de 2017 e 2018, os preços médios da cesta caíram em todas as cidades pesquisadas, com destaque para Salvador (-9,98%), São Luís (-8,41%) e Belém (-7,09%). Nos primeiros sete meses de 2018, a única capital que apresentou taxa acumulada negativa foi a de Florianópolis (-0,80%); as demais mostraram aumento acumulado, com variações entre 0,46%, em Belo Horizonte, e 5,51%, em Vitória.

Com base na cesta mais cara, que, em julho, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em julho de 2018, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.674,77, ou 3,85 vezes o salário mínimo nacional, de R$ 954,00. Em junho, esse valor tinha sido estimado em R$ 3.804,06, ou 3,99 vezes o piso mínimo do país. Em julho de 2017, o mínimo necessário era equivalente a R$ 3.810,36, ou 4,07 vezes o salário mínimo nacional daquele ano, correspondente a R$ 937,00.

Em julho de 2018, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 86 horas e 43 minutos. Em junho de 2018, a jornada necessária foi de 89 horas e 56 minutos. Em julho de 2017, o tempo necessário era de 90 horas e 40 minutos.

Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em julho, 42,84% do salário mínimo líquido para adquirir os mesmos produtos que, em junho, demandavam 44,43% e, em julho de 2017, 44,79%.

Comportamento dos preços e produtos da cesta

Segundo o DIEESE, entre junho e julho de 2018, aumentaram os preços do leite integral, da farinha de trigo (pesquisada na região Centro-Sul), do pão francês e do arroz. As reduções mais frequentes foram observadas no tomate, batata, banana e carne bovina de primeira.

Segundo o DIEESE, o preço do leite integral aumentou em todas as cidades em julho. Os aumentos oscilaram entre +3,75%, em Brasília e +19,84%, em São Luís. Houve o mesmo comportamento em Itajubá (+14,35%), Pouso Alegre (+9,47%) e Santa Rita do Sapucaí (+7,96%). A baixa oferta de leite, devido à extensão do período da entressafra no Sudeste e no Centro-Oeste do país e o atraso nas pastagens de inverno no Sul explicaram a baixa disponibilidade e a alta no preço do leite.

Segundo o DIEESE, a farinha de trigo aumentou em todas capitais, entre junho e julho. Nas pesquisas da FAI o mesmo comportamento ocorreu nas cidades de Santa Rita do Sapucaí (+7,01%) e Itajubá (+2,69%). Porém em Pouso Alegre (-3,31%) houve queda no preço da farinha de trigo. O maior valor do dólar frente ao real encareceu a importação de trigo; e internamente, o clima adverso no sul do Brasil e as possíveis reduções na produção e produtividade do grão tiveram impacto no preço da farinha comercializada no varejo.

O DIEESE divulgou que o valor médio do pão francês aumentou em 16 cidades entre junho e julho. As altas de maior destaque foram observadas em Cuiabá (4,53%) e Recife (3,84%). Através da pesquisa da FAI, pode-se observar que este produto apresentou o seguinte comportamento: aumento em Itajubá (+3,74%), queda no preço em Santa Rita do Sapucaí (-0,26%) e em Pouso Alegre não houve variação. A alta do trigo elevou o preço da farinha e, consequentemente, o do pão.

Segundo o DIEESE, o preço do quilo do tomate teve queda em todas capitais em julho. Entre junho e julho, as quedas mais expressivas foram anotadas em Cuiabá (-51,02%), Brasília (-30,00%) e Rio de Janeiro (-29,45%). Através da pesquisa da FAI, pode-se observar que este produto apresentou o mesmo comportamento em Santa Rita do Sapucaí (-11,67%) e Pouso Alegre (-3,88%). Porém, houve aumento em Itajubá (+9,45%). O aumento da temperatura amadureceu o fruto e elevou a oferta. No varejo, o valor caiu.

A tabela a seguir apresenta uma síntese da pesquisa da FAI e das comparações feitas nesse relatório:

  ITAJUBÁ POUSO ALEGRE SANTA RITA DO SAPUCAÍ
PREÇO DA CESTA DA FAI R$ 1.004,35 R$ 988,70 R$ 919,36
PERCENTUAL CORRESPONDENTE AO SALÁRIO MÍNIMO 105,28% 103,64% 96,37%
VARIAÇÃO DO MÊS 07/2018 1,79% +0,69% -0,09%
VARIAÇÃO ANUAL (Julho 2017 / Julho 2018) +0,11% -2,08% +0,67%
ITENS COM MAIOR INFLAÇÃO

Batata (+14,35%)

Leite (+14,35%)

Leite (+9,47%)

Sabão em barra (+8,37%)

Leite (+7,96%)

Farinha de Trigo (+7,01%)

ITENS COM MAIOR INFLAÇÃO ANUAL

Leite (+32,46%)

Cebola (+30,03%)

Leite (+17,79%)

Papel Higiênico (+15,96%)

Leite (+27,20%)

Sal (+18,84%)

ITENS COM MAIOR DEFLAÇÃO

Cebola (-37,21%)

Feijão (-10,04%)

Cebola (-36,75%)

Açúcar (-5,00%)

Cebola (-41,67%)

Alho (-16,32%)

ITENS COM MAIOR DEFLAÇÃO ANUAL

Feijão (-45,38%)

Alho (-44,11%)

Feijão (-59,88%)

Alho (-43,45%)

Feijão (-48,56%)

Alho (-42,01%)

IPCA +0,33%

 

IPCA ACUMULADO +4,48%,

DIEESE

VARIAÇÃO DA CESTA DE SP, BH e RJ

SP (-3,15%)

BH (-2,85%)

RJ (-5,32%)

DIEESE

VARIAÇÃO ANUAL DA CESTA DE SP, BH e RJ

SP (+3,08%)

BH (+0.46%)

RJ (+0,76%)

 

GPE - Grupo de Pesquisas Econômicas da FAI.
• Lucimara Danieli dos Reis Garcia – Bacharel em Administração;
• Prof. Vinícius Montgomery de Miranda.

Publicado em: 22/08/2018

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