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Índice de Preços ao Consumidor Santarritense (IPCS), Índice de Preços ao Consumidor Pouso-alegrense (IPCP) e Índice de Preços ao Consumidor Itajubense (IPCI) – Janeiro de 2019

Com o objetivo de orientar as decisões de consumo do cidadão, a FAI - Centro de Ensino Superior em Gestão, Tecnologia e Educação, apresenta mensalmente as principais variações de preços de uma Cesta composta de 36 itens em Santa Rita do Sapucaí, Pouso Alegre e Itajubá, divididos em quatro grupos: alimentação, limpeza doméstica, higiene pessoal e transportes. A pesquisa ocorre em dois supermercados e dois postos de combustíveis em Santa Rita do Sapucaí e em três supermercados e três postos de combustíveis em Pouso Alegre e Itajubá, bem como nas empresas de transporte urbano de cada cidade. Esse relatório apresenta uma análise comparativa da evolução dos preços da Cesta das três cidades no mês de Janeiro de 2019.

 

1)Análise do IPCS:

Período Taxa
Janeiro +0,81%
Dezembro +0,23%

Em Janeiro, o Índice de Preços ao Consumidor Santarritense – IPCS apresentou uma inflação de +0,81%. O valor total da Cesta da FAI para o município alcançou o valor de R$935,31, aumento de R$ 7,49 em relação à Cesta do mês de Dezembro. Comparando-se o custo da Cesta da FAI para Santa Rita do Sapucaí com o Salário Mínimo de 2019 (R$ 998,00), verifica-se que a cesta equivale a 93,72% do mesmo. Não foi possível apresentar a inflação acumulada pelo IPCS nos últimos 12 meses, de Janeiro de 2018 até Janeiro de 2019, visto que houve uma interrupção da pesquisa no período de Outubro de 2017 à Fevereiro de 2018.

O grupo alimentação apresentou uma inflação média de +0,58%. Os principais produtos que apresentaram aumento em seus preços foram: o feijão (+26,10%), a batata (+12,95%) e a cebola (+9,49%). Entre os itens desse grupo que ficaram mais baratos destacam-se: o tomate (-37,64%), o extrato de tomate (-6,98%) e o alho (-5,29%).

O grupo limpeza doméstica apresentou uma inflação de +1,90%. Os itens desse grupo que apresentaram aumentos em seus preços no mês de janeiro foram: o sabão em pó (+3,27%) e o detergente (+2,06%). Os itens sabão em barra e água sanitária não apresentaram variação no mês de janeiro.

No grupo produtos de higiene foi apurada uma inflação de +1,49%. Os itens que contribuíram para esse resultado foram: o xampu (+5,16%), o papel higiênico (+2,30%), o desodorante (+2,25%) e o absorvente (+2,23%). Os itens que apresentaram queda nos preços foram: o creme dental (-4,48%) e o sabonete (-0,61%).

O grupo transportes apresentou uma inflação de +0,96%. O item desse grupo apresentou aumento de preço foi o vale transporte (+4,17%). Os itens que apresentaran queda em seus preços foram a gasolina (-2,16%) e o etanol (-0,79%).

Não foi possível gerar os índices acumulados para os quatro grupos pesquisados pela Cesta da FAI para a cidade, visto que houve uma interrupção da pesquisa no período de Outubro de 2017 à Fevereiro de 2018.

 

2)Análise do IPCP:

Período Taxa
Janeiro +1,31%
Dezembro +0,66%

Em Janeiro de 2019, o Índice de Preços ao Consumidor Pouso-alegrense – IPCP apresentou uma inflação de +1,31%. O valor total da Cesta da FAI para o município de Pouso Alegre foi de R$997,05, o que corresponde a 99,90% do Salário Mínimo para o ano de 2019 (R$998,00). O valor da Cesta apresentou aumento de R$ 12,85 em relação ao mês de Dezembro. Não foi possível apresentar a inflação acumulada pelo IPCP nos últimos 12 meses, de Janeiro de 2018 até Janeiro de 2019, visto que houve uma interrupção da pesquisa no período de Outubro de 2017 à Fevereiro de 2018.

O grupo alimentação apresentou um aumento médio de preços de +0,33%. Os alimentos que apresentaram aumento em seus preços foram: o feijão (+20,76%), a cebola (+8,71%) e a batata (+6,58%), entre outros. Dentre os itens que apresentaram deflação destacam-se: os ovos (-12,04%), o alho (-7,32%), o açucar (-2,71%).

O grupo limpeza doméstica encerrou o mês de Janeiro com uma inflação média de +0,33%. O item da lista que contribuiu para esse resultado foi o sabão em pó (+0,72%), os outros itens da lista não apresentaram variação nos preços.

O grupo produtos de higiene apresentou uma deflação de -0,69% no mês de Janeiro de 2019. Os itens que apresentaram queda nos preços foram: o creme dental (-2,97%), o xampu (-1,79%), o desodorante (-1,21%) e o sabonete (-0,39%). Os itens que apresentaram aumento no preço foram: o absorvente (+1,28%) e o papel higiênico (+0,95%).

O grupo transportes apresentou uma inflação de +4,43%. O item desse grupo que apresentou aumento de preços foi o vale transporte (+8,33%). O item desse grupo que apresentou queda no preço foi a gasolina (-0,76%). O etanol não apresentou variação de preço no mês de janeiro.

Não foi possível gerar os índices acumulados para os quatro grupos pesquisados pela Cesta da FAI para a cidade, visto que houve uma interrupção da pesquisa no período de Outubro de 2017 à Fevereiro de 2018.

 

3)Análise do IPCI

Período Taxa
Janeiro -0,54%
Dezembro +0,14%

O Índice de Preços ao Consumidor Itajubense – IPCI apresentou no mês de Janeiro de 2019 apresentou uma deflação de -0,54%. O valor total da Cesta da FAI para o município foi de R$ 984,07, queda de R$5,30 em relação à cesta de Dezembro de 2018. Comparando-se o custo da Cesta de Itajubá com o Salário Mínimo de 2019 (R$998,00), verifica-se que a mesma equivale a 98,60% deste. Não foi possível apresentar a inflação acumulada pelo IPCS nos últimos 12 meses, de Janeiro de 2018 até Janeiro de 2019, visto que houve uma interrupção da pesquisa no período de Outubro de 2017 à Fevereiro de 2018.

Em Itajubá, o grupo alimentação apresentou uma queda média de preços de -0,33%. Entre os alimentos que apresentaram queda de preços, destacam-se: o tomate (-45,48%), o alho (-24,89%), e a cebola (-6,44%). Os principais produtos que apresentaram aumento em seus preços foram: o feijão (+18,77%), os ovos (+9,93%), e o leite (+5,42%).

O grupo limpeza doméstica apresentou deflação de -6,26%. Todos os itens apresentaram deflação no mês de janeiro: a água sanitária (-14,17%), o detergente (-7,66%), o sabão em pó (-2,22%), e o sabão em barra (-0,95%).

O grupo produtos de higiene apresentou inflação de +2,15%. Os itens que contribuíram para este resultado foram: o desodorante (+6,61%), o xampu (+3,02%), o creme dental (+2,73%), o absorvente (+0,84%), e o papel higiênico (+0,05%). O produto que apresentou deflação foi o sabonete (-1,33%).

O grupo transportes apresentou uma deflação de -1,25%. Os itens desse grupo apresentaram queda de preços foram o etanol (-3,08%) e a gasolina (-2,74%). O vale transporte não apresentou variação de preço no mês de janeiro.

Não foi possível gerar os índices acumulados para os quatro grupos pesquisados pela Cesta da FAI para a cidade, visto que houve uma interrupção da pesquisa no período de Outubro de 2017 à Fevereiro de 2018.

 

4)Comparação com o IPCA

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA do mês de janeiro apresentou variação de +0,32%, 0,17 ponto percentual (p.p.) acima do +0,15% de dezembro. No acumulado dos últimos doze meses, o índice subiu para +3,78%, ficando pouco acima dos +3,75% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2018, a variação do IPCA foi de +0,29%.

Comparando os dados do IPCA com a pesquisa da cesta da FAI, observa-se que o índice de inflação em Pouso Alegre (+1,31%) e Santa Rita do Sapucaí (+0,81%) foram superiores ao IPCA (+0,32%). Porém, em Itajubá, o índice fechou abaixo (-0,54%).

 

Comparação com a Cesta do DIEESE

O custo do conjunto de alimentos essenciais subiu em nove capitais e caiu em outras nove, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) em 18 cidades.

As altas mais expressivas foram registradas em Vitória (+5,00%), João Pessoa (+4,55%), Natal (+3,06%) e Salvador (+2,80%). As reduções foram verificadas em Porto Alegre (-4,96%), Florianópolis (-4,43%) e Curitiba (-4,16%).

A cesta mais cara foi a de São Paulo (R$ 467,65), seguida pelo Rio de Janeiro (R$ 460,46) e por Porto Alegre (R$ 441,65). Os menores valores médios foram observados em Recife (R$ 348,85) e Natal (R$ 351,83)

Com base na cesta mais cara, que, em janeiro, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em janeiro de 2019, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.928,73, ou 3,94 vezes o mínimo já reajustado de R$ 998,00. Em 2018, o salário mínimo era de R$ 954,00 e o piso mínimo necessário correspondeu a R$ 3.752,65 (ou 3,93 vezes o mínimo que vigorava naquele período) em janeiro e a R$ 3.960,57 (ou 4,15 vezes o piso vigente) em dezembro.

Em janeiro de 2019, com o reajuste de 4,61% no salário mínimo, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 88 horas e 05 minutos. Em dezembro de 2018, quando o salário mínimo era de R$ 954,00, a jornada necessária foi calculada em 92 horas e 17 minutos e, em janeiro do mesmo ano, em 89 horas e 29 minutos.

Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em janeiro, 43,52% da remuneração para adquirir os produtos. Em dezembro de 2018, quando o salário mínimo valia R$ 954,00, a compra demandava 45,59% e, em janeiro do mesmo ano, 44,21%.

 

Comportamento dos preços e produtos da cesta

Segundo o DIEESE, em janeiro de 2019, foi predominante a alta no preço do feijão, banana, manteiga e batata, coletada no Centro-Sul. Já o valor do tomate teve redução média de valor na maior parte das cidades

Segundo o DIEESE, O preço do feijão aumentou em todas as capitais, em janeiro de 2019. O grão do tipo carioquinha, pesquisado nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, em Belo Horizonte e em São Paulo, teve alta em todas as cidades, com taxas entre 7,66%, em Brasília, e 41,49%, em Fortaleza. O mesmo comportamento foi observado nas pesquisas da FAI em todas as cidades: Santa Rita do Sapucaí (+26,10%), em Pouso Alegre (+20,76%), e em Itajubá (+18,77%). A baixa oferta do grão carioquinha e a redução da área semeada explicaram a alta no varejo.

Segundo o DIEESE, preço do quilo da batata, pesquisada no Centro-Sul, aumentou em nove cidades e diminuiu em Brasília (-0,33%), em janeiro. As altas mais expressivas foram registradas em Vitória (52,17%), Belo Horizonte (19,15%) e Campo Grande (16,60%). Nas pesquisas da FAI o mesmo comportamento ocorreu em: Santa Rita do Sapucaí (+12,95%), e em Pouso Alegre (+6,58%), porém apresentou deflação em Itajubá (-3,00%). A principal causa do aumento no preço foi as chuvas excessivas e a menor área cultivada influenciaram o volume de batata ofertado.

Segundo o DIEESE, preço do quilo do tomate diminuiu em 15 cidades. As variações oscilaram entre -42,17%, em Porto Alegre, e -1,45%, em Fortaleza. As altas ocorreram em João Pessoa (8,86%), Vitória (5,11%) e Recife (0,52%). Nas pesquisas da FAI, a redução de preços do produto foi verificada em: Itajubá (-45,48%) e Santa Rita do Sapucaí (-37,64%). Porém, em Pouso Alegre, o produto apresentou variação de +4,46%. As altas temperaturas aceleraram a maturação do tomate, elevando a oferta e reduzindo os preços no varejo.

A tabela a seguir apresenta uma síntese da pesquisa da FAI e das comparações feitas nesse relatório:

  ITAJUBÁ POUSO ALEGRE SANTA RITA DO SAPUCAÍ
PREÇO DA CESTA DA FAI R$ 984,07 R$ 997,05 R$ 935,31
PERCENTUAL CORRESPONDENTE AO SALÁRIO MÍNIMO 98,60% 99,90% 93,72%
VARIAÇÃO DO MÊS 01/2019 -0,54% +1,31% +0,81%
ITENS COM MAIOR INFLAÇÃO

Feijão (+18,77%)

Ovos (+9,93%)

Feijão (+20,76%)

Cebola (+8,71%)

Feijão (+26,10%)

Batata (+12,95%)

ITENS COM MAIOR DEFLAÇÃO

Tomate (-45,48%)

Alho (-24,89%)

Ovos (-12,04%)

Alho (-7,32%)

Tomate (-37,64%)

Extrato de Tomate (-6,98%)

IPCA +0,32%

DIEESE

VARIAÇÃO DA CESTA DE SP, BH e RJ

SP (-0,80%)

BH (-0,81%)

RJ (-1,35%)

DIEESE

VARIAÇÃO ANUAL DA CESTA DE SP, BH e RJ

SP (+6,48%)

BH (+6,68%)

RJ (+3,75%)

 

GPE - Grupo de Pesquisas Econômicas da FAI.

• Lucimara Danieli dos Reis Garcia – Bacharel em Administração;

• Prof. Vinícius Montgomery de Miranda.

 

Publicado em: 11/03/2019

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