Índice de Preços ao Consumidor Santarritense (IPCS), Índice de Preços ao Consumidor Pouso-alegrense (IPCP) e Índice de Preços ao Consumidor Itajubense (IPCI) – Fevereiro de 2019.
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Índice de Preços ao Consumidor Santarritense (IPCS), Índice de Preços ao Consumidor Pouso-alegrense (IPCP) e Índice de Preços ao Consumidor Itajubense (IPCI) – Fevereiro de 2019.

Com o objetivo de orientar as decisões de consumo do cidadão, a FAI - Centro de Ensino Superior em Gestão, Tecnologia e Educação, apresenta mensalmente as principais variações de preços de uma Cesta composta de 36 itens em Santa Rita do Sapucaí, Pouso Alegre e Itajubá, divididos em quatro grupos: alimentação, limpeza doméstica, higiene pessoal e transportes. A pesquisa ocorre em dois supermercados e dois postos de combustíveis em Santa Rita do Sapucaí e em três supermercados e três postos de combustíveis em Pouso Alegre e Itajubá, bem como nas empresas de transporte urbano de cada cidade. Esse relatório apresenta uma análise comparativa da evolução dos preços da Cesta das três cidades no mês de Fevereiro de 2019.

1) Análise do IPCS:

Período

Taxa

Fevereiro

+3,74%

Janeiro

+0,81%

Em Fevereiro, o Índice de Preços ao Consumidor Santarritense – IPCS apresentou uma inflação de +3,74%. O valor total da Cesta da FAI para o município alcançou o valor de R$970,29, aumento de R$ 34,98 em relação à Cesta do mês de Janeiro. Comparando-se o custo da Cesta da FAI para Santa Rita do Sapucaí com o Salário Mínimo de 2018 (R$ 998,00), verifica-se que a cesta equivale a 97,22% do mesmo. Não foi possível apresentar a inflação acumulada pelo IPCS nos últimos 12 meses, de Fevereiro de 2018 até Fevereiro de 2019, visto que houve uma interrupção da pesquisa no período de Outubro de 2017 à Fevereiro de 2018.

O grupo alimentação apresentou uma inflação média de +4,91%. Os principais produtos que apresentaram aumento em seus preços foram: o feijão (+67,33%), o tomate (+52,39%), e a batata (+36,73%). Entre os itens desse grupo que ficaram mais baratos destacam-se: a cebola (-3,71%), os sucos (-2,12%) e o refrigerante (-0,35%). 

O grupo limpeza doméstica apresentou uma inflação de +0,61%. O itens desse grupo apresentaram queda no mês de fevereiro: o sabão em pó (+0,80%) e o sabão em barra (+1,60%). O item água sanitária (-0,05%) apresentou deflação. O item detergente não apresentaram variação no mês de fevereiro.

No grupo produtos de higiene foi apurada uma inflação de +0,94%. Os itens que contribuíram para esse resultado foram: o creme dental (+5,04%), o papel higiênico (+3,15%) e desodorante (+1,77%). Os itens que apresentaram queda nos preços foram: o xampu (-2,61%) e o sabonete (-0,88%). O item absorvente não apresentou variação no preço.

O grupo transportes apresentou uma inflação de +2,29%. Os itens desse grupo apresentaram aumento de preço foram a gasolina (+3,99%) e o Etanol (+4,62%). O item vale transporte não apresentou variação de preços.

Não foi possível gerar os índices acumulados para os quatro grupos pesquisados pela Cesta da FAI para a cidade, visto que houve uma interrupção da pesquisa no período de Outubro de 2017 à Fevereiro de 2018.

2) Análise do IPCP:

Período

Taxa

Fevereiro

+2,27%

Janeiro

+1,31%

Em Fevereiro de 2019, o Índice de Preços ao Consumidor Pouso-alegrense – IPCP apresentou uma inflação de +2,27%. O valor total da Cesta da FAI para o município de Pouso Alegre foi de R$1,019,67, o que corresponde a 102,17% do Salário Mínimo para o ano de 2019 (R$998,00). O valor da Cesta apresentou aumento de R$ 22,62 em relação ao mês de Janeiro. Não foi possível apresentar a inflação acumulada pelo IPCI nos últimos 12 meses, de Fevereiro de 2018 até Fevereiro de 2019, visto que houve uma interrupção da pesquisa no período de Outubro de 2017 à Fevereiro de 2018.

O grupo alimentação apresentou um aumento média de preços de +3,26%. Os alimentos que apresentaram aumento em seus preços foram: o feijão (+63,30%), a batata (+38,50%), e o tomate (+12,82%). Dentre os itens que apresentaram deflação destacam-se: a cebola (-8,10%), o sucos (-1,59%) e o refrigerante (-1,59%).

O grupo limpeza doméstica encerrou o mês de Fevereiro com uma inflação média de +1,97%. Os itens da lista que contribuiram com esse resultado foram:  o sabão em pó (+3,63%), o detergente (+1,06%), e a água sanitária (+0,64%). O item sabão em barra não apresentou variação nos preços.

O grupo produtos de higiene apresentou uma deflação de -0,48% no mês de Fevereiro de 2019. Os itens que apresentaram queda nos preços foram: o sabonete (-6,90%), o creme dental (-5,06%) e o xampu (-1,11%). Os itens que apresentaram aumento no preço foram: o desodorante (+4,97%) e o absorvente (+0,88%). O papel higiênico não apresentou variação em seu preço.

O grupo transportes apresentou uma inflação de +1,12%. Os itens desse grupo apresentaram aumento de preços foram o etanol (+4,32%) e a gasolina (+1,59%). O vale transporte não apresentou variação de preço no mês de fevereiro.

Não foi possível gerar os índices acumulados para os quatro grupos pesquisados pela Cesta da FAI para a cidade, visto que houve uma interrupção da pesquisa no período de Outubro de 2017 à Fevereiro de 2018.

3) Análise do IPCI

Período

Taxa

Fevereiro

+3,85%

Janeiro

-0,54%

O Índice de Preços ao Consumidor Itajubense – IPCI apresentou no mês de Fevereiro de 2019 apresentou uma inflação de +3,85%. O valor total da Cesta da FAI para o município foi de R$ 1.021,95, aumento de R$37,88 em relação à cesta de fevereiro de 2018. Comparando-se o custo da Cesta de Itajubá com o Salário Mínimo de 2019 (R$998,00), verifica-se que a mesma equivale a 102,40% deste. Não foi possível apresentar a inflação acumulada pelo IPCI nos últimos 12 meses, de Fevereiro de 2018 até Fevereiro de 2019, visto que houve uma interrupção da pesquisa no período de Outubro de 2017 à Fevereiro de 2018. 

Em Itajubá, o grupo alimentação apresentou um aumento média de preços de +5,28%. Entre os alimentos que apresentaram aumento de preços, destacam-se: o tomate (+87,49%), a batata (+63,94%) e o feijão (+63,56%). Os principais produtos que apresentaram queda em seus preços foram: o café (-4,63%), a margarina (-1,81%), e o óleo de soja (-1,77%).

O grupo limpeza doméstica apresentou deflação de -0,27%. Os item que contribuíram com esse resultado foram: sabão em barra (-5,86%), e água sanitária (-3,87%). Os item que apresentaram aumento em seus preços no mês de fevereiro foram: o detergente (+7,99%), e o sabão em pó (+0,07%).

O grupo produtos de higiene apresentou inflação de +0,18%. Os itens que contribuíram para este resultado foram: o creme dental (+7,81%) e o absorvente (+6,07%). Os produtos que apresentaram deflação foram: o xampu (-3,18%), o desodorante (-2,66%), o sabonete (-1,00%), papel higiênico (-0,84%).

O grupo transportes apresentou uma inflação de +2,71%. Os itens desse grupo apresentaram aumento de preços foram o etanol (+9,10%) e a gasolina (+4,53%). O vale transporte não apresentou variação de preço no mês de fevereiro.

Não foi possível gerar os índices acumulados para os quatro grupos pesquisados pela Cesta da FAI para a cidade, visto que houve uma interrupção da pesquisa no período de Outubro de 2017 à Fevereiro de 2018.

4) Comparação com o IPCA

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA do mês de fevereiro apresentou variação de 0,43%, 0,11 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de 0,32% registrada em janeiro. Considerando os dois primeiros meses do ano, o índice está em 0,75%. No acumulado dos últimos doze meses a variação ficou em 3,89%, enquanto havia registrado 3,78% nos 12 meses imediatamente anteriores. Em fevereiro de 2018 a taxa foi de 0,32%.

Comparando os dados do IPCA com a pesquisa da cesta da FAI, observa-se que o índice de inflação em Itajubá (+3,85%), em Santa Rita do Sapucaí (+3,74%) e em Pouso Alegre (+2,27%) e foram superiores ao IPCA (+0,43%).

Comparação com a Cesta do DIEESE 

O custo do conjunto de alimentos essenciais subiu em quase todas as capitais, exceto em Belém (-0,27%), de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) em 18 cidades.

As altas mais expressivas foram registradas em Recife (7,88%), Natal (6,75%), Aracaju (6,46%) e Vitória (5,97%).

A capital com a cesta mais cara foi São Paulo (R$ 482,40), seguida pelo Rio de Janeiro (R$ 464,47) e por Porto Alegre (R$ 449,95). Os menores valores médios foram observados em Salvador (R$ 362,93) e São Luís (R$ 368,82).

Com base na cesta mais cara, que, em fevereiro, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em fevereiro de 2019, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 4.052,65, ou 4,06 vezes o mínimo de R$ 998,00. Em janeiro de 2019, o piso mínimo necessário correspondeu a R$ 3.928,73, ou 3,94 vezes o mínimo vigente. Já em fevereiro de 2018, o valor necessário foi de R$ 3.682,67, ou 3,86 vezes o salário mínimo, que era de R$ 954,00.

Em fevereiro de 2019, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 91 horas e 16 minutos e em janeiro, a jornada necessária foi calculada em 88 horas e 05 minutos. Em fevereiro de 2018, quando o salário mínimo era de R$ 954,00, o tempo médio equivalia a 88 horas e 38 minutos. Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em fevereiro, 45,09% da remuneração para adquirir os produtos, percentual superior ao de janeiro, que foi de 43,52%. Em fevereiro de 2018, quando o salário mínimo valia R$ 954,00, a compra demandava 43,79% do montante líquido recebido.

Comportamento dos preços e produtos da cesta

Entre janeiro e fevereiro de 2019, foi predominante a alta no preço do feijão e da batata, coletada no Centro-Sul. Já as cotações do café em pó e da farinha de mandioca, coletada no Norte e Nordeste, tiveram redução média de valor na maior parte das cidades.

Segundo o DIEESE, o preço do feijão aumentou em todas as capitais, em fevereiro de 2019. O grão do tipo carioquinha, pesquisado no Norte, Nordeste, Centro-Oeste, em Belo Horizonte e São Paulo, teve alta em todas as cidades, com destaque para as taxas de Aracaju (91,65%), Campo Grande (90,91%), Salvador (71,06%), Recife (67,16%), São Luís (60,68%) e João Pessoa (54,30%).  O mesmo comportamento foi observado nas pesquisas da FAI em todas as cidades: Santa Rita do Sapucaí (+67,33%), em Pouso Alegre (+63,30%), e em Itajubá (+63,56%). A baixa oferta do grão carioquinha e a redução da área semeada explicaram a alta no varejo. A diminuição na oferta de feijão carioquinha pode ser explicada pela redução da área plantada, uma vez que os produtores migraram para outros plantios - como a soja e o milho, e por problemas climáticos, que diminuíram a qualidade do grão.

Segundo o DIEESE, o preço do quilo da batata, pesquisada no Centro-Sul, aumentou em nove cidades e diminuiu em Brasília (-3,31%), em fevereiro. As altas mais expressivas foram registradas em Belo Horizonte (47,32%), Campo Grande (40,21%) e Vitória (38,57%). Nas pesquisas da FAI o mesmo comportamento ocorreu em: Itajubá (+63,94%), Santa Rita do Sapucaí (+36,73%), e em Pouso Alegre (+38,50%). A redução na área plantada da safra das águas e a dificuldade de colheita, devido às fortes chuvas, diminuíram a oferta de batata e os preços aumentaram.

Segundo o DIEESE, O preço do quilo do café diminuiu em 16 cidades, ficou estável em Aracaju e aumentou em Goiânia (3,90%). As reduções variaram entre -4,93%, em São Luís, e -0,44%, em Brasília. Em 12 meses, 16 cidades mostraram redução, com destaque para Belém (-12,95%), São Paulo (-12,61%) e Rio de Janeiro (-12,59%). Os aumentos ocorreram em Aracaju (2,81%) e Goiânia (1,61%). Nas pesquisas da FAI o mesmo comportamento ocorreu em: Itajubá (-4,63%), porém apresentou inflação em Pouso Alegre (+0,16%) e Santa Rita do Sapucaí (+0,61%). A queda na cotação internacional teve impacto tanto no ritmo de negócios internos quanto nos valores do varejo. Também as boas perspectivas das safras 2019/2020, apesar da bienalidade negativa, sustentaram as baixas de valor.

A tabela a seguir apresenta uma síntese da pesquisa da FAI e das comparações feitas nesse relatório:

 

ITAJUBÁ

POUSO ALEGRE

SANTA RITA DO SAPUCAÍ

PREÇO DA CESTA DA FAI

R$ 1.021,95

R$ 1.019,67

R$ 970,29

PERCENTUAL CORRESPONDENTE AO SALÁRIO MÍNIMO

102,40%

102,17%

97,22%

VARIAÇÃO DO MÊS 02/2019

+3,85%

+2,27%

+3,74%

ITENS COM MAIOR INFLAÇÃO

Tomate (+87,49%)
Batata (+63,94%)

Feijão (+63,30%)

Batata (+38,50%)

Feijão (+67,33%)

Tomate (+52,39%)

ITENS COM MAIOR DEFLAÇÃO

Sabão em Barra (-5,86%)
Café (-4,63%)

Sabonete (-6,90%)
Creme dental (-5,06%)

Cebola (-3,71%)
Sucos (-2,12%)

IPCA

+0,43%

DIEESE

VARIAÇÃO DA CESTA DE SP, BH e RJ

SP (3,15%)

BH (4,83%)

RJ (0,87%)

DIEESE

VARIAÇÃO ANUAL DA CESTA DE SP, BH e RJ

SP (+2,32%)

BH (3,99%)

RJ (-0,49%)

GPE - Grupo de Pesquisas Econômicas da FAI.

• Lucimara Danieli dos Reis Garcia – Bacharel em Administração;

• Prof. Vinícius Montgomery de Miranda.

Publicado em: 24/04/2019

Período

Taxa

Fevereiro

+3,74%

Janeiro

+0,81%

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